VARIG

BNDES não financiará Tanure
Grupo não pode receber financiamento por possuir débitos anteriores com o banco
O empréstimo concedido para a Aero-LB, sociedade liderada pela TAP, não será transferido para o grupo Docas, do empresário Nelson Tanure, segundo informou o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), Guido Mantega, acrescentando que o grupo não poderá receber financiamento do banco por possuir débitos anteriores com instituição.
O acordo envolve, assim, apenas o empresário e a Fundação Rubem Berta Par, já que a proposta foi apresentada à controladora da companhia aérea, os credores da Varig não terão direito a opinar sobre a oferta. De acordo com a consultoria Deloitte, administradora judicial da Varig, os credores só poderão interferir de maneira indireta, caso o novo controlador da FRB-Par altere os planos apresentados para evitar a falência da Varig.
A Fundação Ruben Berta controla 87% da Varig e recebeu na última segunda-feira (12) proposta de compra pela Varig, VarigLog (transporte de cargas) e VEM (engenharia e manutenção), pelo empresário Nelson Tanure. As subsidiárias foram vendidas em novembro para a Aero-LB por US$ 62 milhões, com o BNDES financiando dois terços do total.
Pelo acordo anterior, a TAP deveria cobrir possíveis ofertas maiores que fossem apresentadas para ficar com a VarigLog e VEM, e tem agora até o próximo dia 19 para decidir se cobrirá ou não a proposta de Tanure. Mas Mantega destacou que caso a TAP aceite a proposta, terá que arcar com os dois terços que foram financiados pelo BNDES, realizando um pré-pagamento para a o banco.
O vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, também anunciou que haverá recursos da União na oferta do empresário Nelson Tanure. “Nós gostaríamos que a Varig voltasse a ser uma companhia prestando serviços à aviação civil, mas o governo não pode se meter nisso. Não existe nada de recursos estatais nesse processo”, disse Alencar.
“As negociações são feitas por quem está comprando e por quem está vendendo. Nós não estamos comprando nem vendendo nada”, enfatizou o vice.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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