Vazio relatório faz ação da CCR subir 10% e da Ecorodovias, mais de 7%

Depois de muita movimentação, alta dos papéis foi reduzida para menos de 3%.

Acredite se Puder / 19:08 - 26 de mai de 2020

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No início do pregão desta terça-feira, foram armadas duas pegadinhas para os investidores incautos. Houve forte procura das ações da CCR que chegaram a valorizar mais de 10%, quase atingindo os R$ 16, e alta de mais de 7% nas da Ecorodovias que por pouco não ultrapassaram os R$ 14. E mais uma vez se repetiu a velha história da falsa alta foi apenas baseada em relatório que não tinha nenhuma novidade que pudesse empolgar até os acionistas da empresa. Os analistas do Itaú BBA elevaram a recomendação dos papéis das duas companhias para desempenho acima da média do mercado. O pitoresco é que no documento encaminhado a clientes, ressaltam que a revisão leva em conta os efeitos da pandemia do coronavírus, novos projetos e operações de reequilíbrio contratuais. Na avaliação dos especialistas, ambas as empresas possuem uma taxa interna de retorno implícita nos valores de mercado são atraentes, em especial em um ambiente de queda da taxa de juros. E concluem, também é positiva a opção vinda de novos projetos e reequilíbrios contratuais, apesar do momento de resultados negativos esperados para ambas. Depois de uma melhor interpretação, a alta da CCR foi reduzida para 2,94%, e a da Ecorodovias para 1,16%.

 

Hypera pode ser multada em R$ 200 mi

Por causa da investigação federal na Operação Tira Teima, os analistas do Morgan Stanley acham que a Hypera poderá ser multada em R$ 200 milhões. O engraçado é que acham que isso será positivo para a empresa, pois abrirá espaço para os investidores estrangeiros voltarem à história, A Hypera informou em fato relevante que João Alves de Queiroz Filho concordou em pagar R$ 110,6 milhões, em quatro parcelas anuais iguais, como indenização à companhia referentes a pagamentos indevidos realizados na época em que era um dos administradores.

 

Governo brasileiro vai ajudar a Latam?

O fato de o Grupo Latam Airlines e suas afiliadas no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos terem recorrido ao Capítulo 11 da lei de falências norte-americana, que permite prazo para que as companhias se reorganizem financeiramente, pode movimentar o setor aéreo brasileiro. Como Brasil, Argentina e Paraguai não estão incluídos no processo, a companhia conversa com autoridades brasileiras visando uma saída para a atual situação. Por enquanto não foi revelado o teor das conversas. No total, as operações domésticas no Brasil representaram 30% da oferta da Latam. Mas a Gol e a Azul já deixaram claro que vão aceitar os recursos que forem oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

 

O empréstimo para a Embraer

A Embraer negocia com bancos um pacote de cerca de US$ 600 milhões que incluirá apenas instrumentos de dívida, sem possibilidade deos credores ficarem com participação acionária na empresa. O BNDES participará com cerca de 50% do empréstimo, enquanto o restante será financiado pelo Banco do Brasil, Santander e Bradesco. Apesar de ainda deter a chamada golden share na Embraer, a equipe econômica não quer que a Embraer volte às mãos do governo e organiza o empréstimo sindicalizado para ajudar a fabricante de aviões após o fracasso do acordo com a Boeing. Os termos ainda não estão definidos e podem incluir um compromisso de preservar empregos e o prazo de pagamento de dois a três anos.

 

Centauro quer captar quase R$ 1 bi

A Centauro vai realizar uma oferta pública de 25 milhões de ações ordinárias que poderá movimentar até R$ 928,8 milhões, com esforços restritos e possibilidade de um lote adicional de mais 8,75 milhões do mesmo tipo de papel. O período de reserva termina em 2 de junho.

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