Venda de imóvel residencial cresce 56% no ano

Crescimento do ano supera 2013, auge de vendas de imóveis no estado; três em 10 brasileiros desejam mudar por conta dos filhos.

De janeiro a setembro, a venda de imóveis residenciais na cidade do Rio de Janeiro apresenta crescimento de 56%, em comparação com o mesmo período do ano passado, superando 33 mil unidades vendidas, somando aproximadamente R$ 24 bilhões.

No mês de setembro, o crescimento na Zona Sul foi de 55%, enquanto na Barra e no Recreio a alta foi de 12%, em relação a setembro de 2020. Analisando o terceiro trimestre, em comparação com o mesmo trimestre de 2020, as vendas na Zona Sul cresceram 62%, totalizando 2.725 unidades, enquanto na Barra e no Recreio a alta foi de 25%, com um total de 2.257 unidades vendidas.

De acordo com o acumulado do ano, de janeiro a setembro, todos os bairros cariocas tiveram crescimento expressivo nas vendas, sendo: a Gávea, 190%; Urca, 150%; São Conrado, 140%; Flamengo, 131%; Santa Teresa, 126%; Leme, 122%; Catete, 113%; Glória, 95%; Lagoa, 87%; Botafogo, 81%; Laranjeiras, 75%; Barra, 72%; Jardim Botânico, 71%; Humaitá, 65%; Ipanema e Copacabana, 57%; Jardim Guanabara, 54%; Recreio, 49%; e Leblon, 37%.

A análise foi elaborada pela área de inteligência da HomeHub, e teve como base a análise da arrecadação de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Já pesquisa da EmCasa, em parceria com a Brain Inteligência Estratégica para compreender as principais motivações dos brasileiros na hora de trocar de imóvel ouviu 1.611 pessoas, de todas as regiões do Brasil, de 18 a 65 anos, e de diferentes faixas de renda, no período de julho de 2021.

Nas principais constatações, destaca-se a importância que os integrantes da família têm na decisão de iniciar a busca por um novo lar. O levantamento identificou que 61% das famílias no Brasil possuem filhos e, dessas, 35% afirmam desejar mudar de casa por conta deles.

O desejo de mudar de imóvel devido aos filhos também varia de acordo com a renda familiar. Em casas com renda até R$ 4 mil, 35% contam que já pensaram em mudar por conta dos descendentes. Em lares em que a renda varia de R$ 4 mil a R$ 11 mil, o número varia para 36%, enquanto que em famílias com rendimentos acima de R$ 11 mil a porcentagem cai para 27%.

A pesquisa trouxe ainda um panorama importante sobre a atual configuração das residências no Brasil. Foi identificado que 59% dos entrevistados possuem casa própria e 31% moram de aluguel, sendo que 88% moram com pelo menos uma pessoa (veja já gráfico). Destes, 82% possuem vínculo familiar com as pessoas que moram em seu imóvel, 9% têm vínculo amoroso, 7% afirmam não ter nenhum vínculo e 2% possuem vínculo de amizade.

Quando os entrevistados foram questionados sobre quais os três aspectos mais importantes para a escolha de um imóvel, destacaram-se localização (mencionado por 69%), valor do imóvel (47%) e segurança da região (55%). Ser perto da escola dos filhos foi lembrado por 14% dos entrevistados.

Perguntados se o contexto da Covid-19 fez com que pensassem em mudar de casa para ver modificada alguma configuração do seu imóvel, 16% responderam que sim. Desses, 58% disseram que cogitaram mudar para um imóvel maior; 11% para um imóvel com mais quartos; 9% para um imóvel com varanda ou quintal; e 9% para um imóvel com mais áreas de lazer.

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