Venda de vermífugos e antiparasitários caiu quase 80% no mês passado

Relatório aponta que medicamentos da classe, adquiridos em massa durante a pandemia, experimentaram a primeira baixa em dois meses.

Conjuntura / 12:46 - 29 de set de 2020

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Após dois meses de forte alta, as vendas dos medicamentos antiparasitários e anti-helmínticos, como a Ivermectina, registraram queda no mês de agosto. Segundo dado do levantamento realizado pela Linx, em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a quantidade do medicamento vendida caiu 78,5% em relação a julho deste mesmo ano.

Segundo a análise, a queda nas vendas ocorreu no mesmo período em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização do medicamento sem prescrição médica. Apesar da falta de comprovação científica, o remédio foi alvo de uma intensa busca por ser considerado "preventivo" contra o novo coronavírus e viu seu crescimento disparar. Em junho, as vendas haviam subido 235% em relação ao mês de maio, e em julho, 54% em relação ao mês anterior.

A classe mais vendida em agosto, com 13,7% de representatividade no volume total, foi a de antirreumáticos, como a Hidroxicloroquina, e anti-inflamatórios não esteroidais, como o Ibuprofeno. Esses medicamentos reassumiram a liderança dos mais vendidos, já que no mês anterior figuravam em segundo lugar. A segunda posição em vendas do mês ficou com os analgésicos e antipiréticos, como Dipirona sódica e Paracetamol, com 12% de vendas. Fecham o top 3, com 11%, os contraceptivos hormonais.

Os paulistas continuam sendo os que mais compraram em farmácias, com 34,8% de importância relativa em faturamento nacional, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11%; Minas Gerais, com 9,5%; Rio Grande do Sul, com 7%; e Paraná, com 6,9%. Os medicamentos do tipo genérico foram os mais vendidos, com pouco mais de 30% do total, mesmo número em relação ao mês de agosto de 2019.

O tíquete médio nacional em agosto de 2020 ficou na faixa de R$ 45, um crescimento de 21% em relação ao mesmo mês no ano anterior. O estado de maior valor médio foi Rondônia, com mais de R$ 60, seguido do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso.

Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 120 milhões de produtos farmacêuticos, em farmácias da base Linx, sendo mais de 56 milhões de notas de compra, comparando os três últimos meses de agosto.

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