Vendas de cimento crescem e preços sofrem pressão

As vendas de cimento em fevereiro de 2021 totalizaram 4,7 milhões de toneladas, um crescimento de 14% em relação ao mesmo mês de 2020, divulgou o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). No ano o setor acumula um crescimento de 11,8% comparado com a baixíssima base registrada no mesmo período do ano passado em razão das fortes chuvas. Outro fator foi a ausência dos feriados de Carnaval, o que levou fevereiro deste ano a ter mais dias úteis.

Os principais indutores desse crescimento da atividade em fevereiro foram a manutenção das obras imobiliárias e a autoconstrução, que ainda desempenha um papel relevante nas vendas de cimento, além das condições climáticas favoráveis, explica o Sindicato.

Existe hoje uma pressão global sobre os preços das commodities, afetando diretamente o setor de cimento. Além do efeito direto dos aumentos, o câmbio vem pressionando os custos não só do insumo, mas também da indústria em geral.

“A forte pressão no preço das commodities está afetando o mundo e no Brasil a situação se agrava em razão da acentuada desvalorização do real. Desta forma, a indústria nacional e do cimento, em particular, vêm enfrentando aumentos expressivos nos custos de produção. Mais do que nunca é fundamental acelerar a vacinação em massa e as reformas, principalmente, a tributária”, defende Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.

Em relação ao resto do ano, o Sindicato espera a continuidade dos resultados positivos até maio, quando se iniciou a recuperação do setor em 2020. “A partir de junho, teremos um desafio maior que é superar a boa performance obtida no segundo semestre do ano passado”, assinala nota da entidade.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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