Vendas de motocicletas dispararam em 4 meses

Volume é 22,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

A indústria de motocicletas fechou o primeiro quadrimestre com 439.817 unidades produzidas. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o volume é 22,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (359.621 motocicletas). A região Sudeste foi a que mais emplacou motocicletas no primeiro quadrimestre. Foram 146.905 unidades comercializadas, o que corresponde a 38,4% do mercado.

Ainda de acordo com levantamento da associação, 112.678 motocicletas saíram das linhas de montagem do Polo Industrial de Manaus (PIM) em abril, o que corresponde a uma retração de 17,4% na comparação com março (136.350 unidades) e de 7,8% em relação ao mesmo mês do ano passado (122.220 motocicletas).

O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, explica que as fabricantes operam dentro da normalidade e conforme o planejamento anual. “As unidades fabris cumprem seus programas de produção. Com isso, mantemos nossa expectativa de produzir 1,29 milhão de unidades em 2022”, afirma. Com esse resultado, a indústria de motocicletas estima crescer 7,9% em 2022, na comparação com 2021 (1.195.149 unidades).

Vendas no varejo

No primeiro quadrimestre foram emplacadas 382.380 motocicletas, aumento de 27,4% na comparação com o mesmo período de 2021 (300.098 unidades). Na avaliação de Fermanian, o mercado de duas rodas segue aquecido. “É um movimento que começou com a pandemia. Muitas pessoas optaram pela motocicleta para fugir da aglomeração do transporte público e para utilizá-la como instrumento de trabalho, atuando nos serviços de entrega”, explica. “Mais recentemente, há aquelas que escolheram o modal para driblar a alta constante nos preços dos combustíveis”, complementa.

Em abril, as vendas no varejo somaram 107.707 unidades, volume 2,1% menor ao registrado em março (110.040 motocicletas) e 13,8% superior ao alcançado no mesmo mês de 2021 (94.654 unidades). Com 54.424 unidades e 50,5% do total de emplacamentos, a Street foi a líder no ranking de vendas de abril. Em segundo lugar, ficou a Trail (18.569 motocicletas e 17,2% dos emplacamentos), seguida pela Motoneta (15.942 unidades e 14,8%).

Em abril, foram emplacadas 89.715 motocicletas de baixa cilindrada (até 160 cilindradas). Segundo dados da Abraciclo, esse volume corresponde a 83,3% do mercado. Em segundo lugar, ficaram os modelos de 161 a 449 cilindradas, que tiveram 14.618 unidades licenciadas e 13,6% de participação. As motocicletas acima de 450 cilindradas totalizaram 3.374 licenciamentos, o que representa 3,1% do mercado.

A média diária de vendas em abril, que teve 19 dias úteis, foi de 5.669 unidades. Apesar da menor quantidade de dias úteis no período, esse foi o melhor resultado para o mês desde 2014, quando foram emplacadas 6.087 motocicletas. Na comparação com março, que teve três dias úteis a mais, foi registrada alta de 13,3% (5.002 unidades vendidas/dia). Em relação ao mesmo mês do ano passado, com 20 dias úteis, a aumento foi de 19,8% (4.733 motocicletas emplacadas/dia).

Em termos porcentuais, a região Norte foi a que mais cresceu em vendas no quadrimestre, com aumento de 43% nos emplacamentos em relação ao período de janeiro a abril de 2021. Na sequência aparece o Nordeste, com crescimento de 31,5% e o Centro Oeste, 30%.

Exportações

Nos quatro primeiros meses de 2022, as exportações totalizaram 14.533 unidades, o que corresponde a uma retração de 16,7% na comparação com o mesmo período do ano passado (17.441 motocicletas).

O volume exportado em abril foi praticamente o mesmo do registrado em março: os embarques somaram 3.946 motocicletas, duas unidades a mais do que o mês anterior. Em relação a abril de 2021, quando foram enviadas 4.276 motocicletas para o mercado externo, o segmento registrou queda de 7,7%.

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