Vendas diárias de veículos usados caem quase 9,5% em março

A Federação Nacional de Veículos Automotores Fenabrave anunciou nesta quarta-feira as vendas totais de veículos usados no Brasil, considerando a base de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), para todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos). Conforme o levantamento da entidade, houve crescimento de 4,14% nas transações totais de veículos usados, em março de 2021, na comparação com o mês de fevereiro.

Foram transacionadas 1.238.073 unidades de veículos usados, em março, no país, contra 1.188.887 no mês anterior. Na comparação com março do ano passado, quando foram negociadas 893.944 unidades, houve alta de 38,5% nas transações de veículos usados. No acumulado do ano, o primeiro trimestre de 2021 registrou 3.586.957 unidades comercializadas, contra as 3.122.030 transações realizadas no mesmo período de 2020, o que representa alta de 14,89%. Se considerados apenas os segmentos de automóveis e comerciais leves usados, o crescimento das negociações chegou a 4,48% (915.537 unidades, em março, contra 876.306, em fevereiro). No comparativo com março de 2020 (658.893 unidades), a alta foi de 38,95%. No acumulado do primeiro trimestre de 2021 (2.661.012 unidades), estes segmentos apresentaram alta de 13,88% ante o mesmo período de 2020 (2.336.586 unidades vendidas).

Se verificarmos a média de vendas diárias de automóveis e comerciais leves usados, no país, os dados da Fenabrave mostram que houve queda de 9,15% em março de 2021, sobre a média de vendas diárias registrada em fevereiro. Do total de automóveis e comerciais leves usados transacionados em março, os fabricados entre um a três anos representaram 10,51%, e 10,04% se considerarmos o acumulado do primeiro trimestre de 2021.

Já segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o primeiro trimestre do ano fechou com desempenho frustrante nas vendas de veículos. As 527,9 mil unidades licenciadas representaram queda de 5,4% sobre o mesmo período de 2020. Mas o que mais preocupa é a retração de 23% em relação ao último trimestre do ano passado, freando a recuperação que vinha desde a metade do ano. Tradicionalmente, essa queda era de apenas 15%. A comparação entre março deste ano e do ano passado traz um ilusório crescimento de 15,7%, lembrando que o mercado parou quase por completo na metade de março de 2020 em função do início da pandemia do coronavírus.

De acordo com o balanço divulgado pela associação, a produção no primeiro trimestre registrou 597,8 mil unidades, 197 mil delas em março, melhor mês do ano. Foi um desempenho 2% superior ao do primeiro trimestre de 2020, em grande parte impulsionado pelos ótimos resultados de caminhões e comerciais leves. Apesar da paralisação de algumas fábricas na última semana do mês por falta de insumos ou feriados antecipados pelo agravamento da pandemia, várias montadoras conseguiram, num esforço logístico, completar unidades que estavam paradas nos pátios com alguma peça faltando.

O melhor resultado no acumulado do trimestre foi o das exportações, de 95,8 mil unidades, volume 7,6% superior ao dos embarques do início de 2020. O estoque de veículos nas fábricas e nas concessionárias se mantém estável num patamar baixo, de 101,1 mil unidades. Também chama a atenção a relativa estabilidade do nível de empregos diretos – 104,7 mil postos entre as montadoras de autoveículos. Em um ano de pandemia, houve cerca de 2,3 mil perdas de vagas, 2,1% da força de trabalho.

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