Vendas em supermercados recuam 7,15% em 12 meses

Preço de produto da cesta básica pode variar até 180% em São Paulo.

As vendas dos supermercados do Estado de São Paulo tiveram redução de 7,15% nos últimos 12 meses, segundo o Índice de Vendas dos Supermercados, apurado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas). A informação é do Portal Giro News.

Segundo a publicação, “na comparação entre agosto de 2020 e de 2021, o setor registrou queda de 10,46%. No acumulado do ano, de janeiro a agosto, o recuo no faturamento foi de 10,01%. Segundo a entidade, o poder de compra do salário do brasileiro está 2,5% menor no acumulado e chega a ser 6% menor nos últimos 12 meses.”

Já sondagem do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de São Paulo (Sincovaga), um mesmo produto da cesta básica pode variar de preço até 180%, dependendo da região em que o supermercado se encontra, fazendo o consumidor perder até mesmo a noção de valores, segundo sondagem realizada pelo com 17 empresas de todas as regiões da capital, na primeira semana de outubro de 2021.

Os supermercados consultados foram: a) na Zona Leste – Rossi, Nagumo, D’Avó, Estrela Azul e Chama; b) na Zona Norte – Extra, Ourinhos, Andorinha e Violeta; c) na Zona Sul – DIA, Ayumi, Pão de Açúcar e Coqueiro; e d) na Zona Oeste – Padrão, Mambo, Carrefour e Recanto.

Dos itens pesquisados, por exemplo, a goiabada Predilecta 300g foi a que apresentou maior variação de preço (183%), de R$ 3,15 a unidade no estabelecimento mais barato, para R$ 8,94 no mais caro. Já o açúcar União (1kg) teve a menor variação (35%), custando de R$ 3,79 a R$ 5,13.

Os 10 produtos que tiveram a maior variação de preços, entre o estabelecimento mais barato e o mais caro, foram goiabada Predilecta 300g (183,8% de variação); fubá Yoki 500g (112,3%); sal refinado Cisne 1kg (94,6%); farofa temperada Yoki 180g (79,7%); extrato de tomate Elefante 140g (78,7%); farinha de trigo Renata 1kg (70,7%); arroz tipo 1 Camil (5kg) (65,2%); feijão carioca Kicaldo 1kg (63,9%); biscoito cream cracker Adria 200g (62,8%); lata de sardinha em conserva em óleo Coqueiro 125g (57,6%).

Assim, dependendo do local escolhido, é possível adquirir a cesta de referência inteira por R$ 182,35 no supermercado mais em conta, ante R$ 254,87 no mais caro. Se fosse possível adquirir somente os itens com os melhores preços em cada supermercado consultado, a mesma cesta sairia por R$ 161,62.

O levantamento também mostra que as mudanças de preço nas gôndolas estão mais velozes e complexas, o que faz o consumidor perder a noção de valores. “Com a diminuição do poder de compra e a inflação em crescimento, o cliente fica sem a referência de quanto o item custava há poucos dias, já que os aumentos se sucedem com mais frequência. Se a inflação é moderada, conseguimos lembrar dos preços desde a última compra”, exemplifica o presidente do Sincovaga, Alvaro Furtado.

Entretanto, não são apenas os consumidores que sofrem com os aumentos, visto que muitos deles são apenas repassados pelos estabelecimentos. Estes, por sua vez, dependem cada vez mais da negociação e proximidade com seus fornecedores, uma vez que itens básicos, como carne e grãos, sofrem a influência da alta do dólar, dos efeitos da pandemia e da instabilidade econômica e política.

 

Com informações do Portal Giro News

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