Vendas reais da indústria paulista caíram 4,2% em setembro

Segundo a Fiesp, é a quinta queda consecutiva das vendas, acumulando no período redução de 12,1%.

O total de vendas reais da indústria de transformação paulista apresentou queda de 4,2% entre agosto e setembro, na série com ajuste sazonal, conforme aponta o Levantamento de Conjuntura da Federação (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Essa é a quinta queda consecutiva das vendas, acumulando no período redução de 12,1%.

As horas trabalhadas na produção ficaram estáveis em setembro, crescendo 0,1% sobre agosto, na série sem efeitos sazonais. O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci), também ficou estável na passagem de agosto para setembro (-0,1 p.p), atingindo 81,2%. O Nuci ficou 1,9 p.p acima da média histórica da indústria paulista que é de 79,4%.

No terceiro trimestre, o total de vendas reais da indústria paulista registrou queda de 7,0% na comparação com o trimestre anterior, excluídos os efeitos sazonais. Já o Nuci registrou avanço de 1,2 p.p e as horas trabalhadas na produção cresceram 0,6%.

O aumento das exportações e o processo de reabertura das atividades econômicas, em decorrência do avanço da vacinação, continuarão a dar impulso para a indústria de transformação nesse final de ano. No entanto, em um cenário de aumento do preço da energia, e os gargalos na cadeia de suprimentos em alguns segmentos industriais, trarão novos desafios para a indústria.

Adicionalmente, a perda do poder de compra causada pela elevada inflação ao consumidor e o maior aumento da taxa de juros em função da elevação da incerteza do cenário fiscal também representam riscos para a produção industrial. O vigor da atividade nos próximos meses será determinado pelo balanço final desses dois conjuntos de forças.

A pesquisa Sensor no mês de outubro fechou em 50,2 pontos, na série com ajuste sazonal, resultado superior ao de setembro quando registrou 49,2 pontos. O componente vendas foi o principal fator a contribuir para a melhora do indicador geral, apresentando avanço de 5,0 pontos, atingindo 55,5 pontos no mês corrente. No entanto, o item que avalia as condições de mercado está pior em relação ao último mês, passando de 48,8 pontos para 48,1 pontos. Números acima de 50,0 pontos indicam expansão do item, ao passo que, resultados inferiores, apontam retração.

O indicador de emprego também fechou em queda no mês, passando de 50,7 pontos para 49,2. O nível de estoque apresentou queda na passagem de setembro para outubro, passando de 48,9 pontos para 46,5 pontos. Números acima de 50 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que, números acima de 50 pontos indicam sobrestoque. Por fim, o componente que avalia a intenção de investimentos registrou variação mais forte no mês. Passou de 43,9 pontos em setembro para 49,2 pontos em outubro, elevação de 5,3 pontos no mês. Todavia, como o indicador continua abaixo dos 50 pontos, há expectativa de redução dos investimentos.

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