Vende-se a Praça dos Três Poderes

Na afobação de vender tudo que o Brasil possui enquanto ainda está na cadeira presidencial (a delação de Funaro...

Na afobação de vender tudo que o Brasil possui enquanto ainda está na cadeira presidencial (a delação de Funaro promete ser demolidora, ainda mais se vazada via Globo, o que é bastante provável), o Governo Temer deveria privatizar a Praça dos Três Poderes. Não o local em si, mas os Poderes lá instalados: Executivo, Legislativo e Judiciário. Ora, dirão, os três já há muito se renderam às grandes corporações. Mas a proposta é deixar tudo mais simples, sem intermediários. Acaba-se a discussão sobre regime de governo, distritão, distritinho. O presidente será escolhido pelos acionistas da empresa que comprar o Planalto; economiza-se com vencimentos de deputados, senadores e ministros dos tribunais superiores e também com a corrupção (noves fora os desvios para o exterior e a sonegação da companhia que assumir o comando do país).

Bem, rebaterão, mas o poder que realmente manda, o Banco Central, já foi privatizado. É, talvez não surjam muitos interessados pelos Três Poderes.

 

E toma pato

A família Steinbruch é acusada pelo fisco de São Paulo de recorrer a um paraíso fiscal para driblar o pagamento de imposto sobre a herança. O mais visível integrante do clã é Benjamin, vice-presidente da Fiesp e sócio principal da CSN – esta, privatizada em 1993.

 

The book’

A partir de setembro, 1,3 mil alunos do ensino médio da rede estadual do Rio de Janeiro ganharão um curso de inglês, com duração de quatro meses. É uma parceria feita entre a Yes Idiomas e a Secretaria de Estado de Educação. As vagas serão distribuídas em escolas estaduais localizadas no entorno das 89 unidades do curso, em 22 municípios fluminenses.

Quatro meses não intensivos não dá para ninguém aprender um idioma. Mas o secretário de Educação, Wagner Victer, explica à coluna que, além do incentivo para jovens estudarem inglês, o curso – chamado Speedy – dará noções para jovens que trabalhem no atendimento ao público, como em lanchonetes, lojas e táxis.

Os estudantes serão selecionados pelas próprias unidades escolares e os pré-requisitos para participar são: ter entre 16 e 18 anos, ser de baixa renda e/ou possuir o Número de Identificação Social (NIS). Victer está confiante de que, após serem concluídas as primeiras turmas em cada uma das unidades, serão abertas outras. Não há custo nem para alunos, nem para o estado.

 

Tiro pela culatra

As propostas de mudança no serviço público federal, anunciadas pelo governo, não têm nenhuma capacidade de contribuir para o ajuste fiscal e a melhora das contas públicas. Trata-se de um pacote de medidas cujo único objetivo é desestruturar definitivamente o serviço público brasileiro. A acusação é do Sindireceita, que reúne os analistas tributários da Receita Federal.

A entidade pega pesado: afirma que as medidas são “celebradas por setores privilegiados da sociedade, acostumados a fazer lobby e serem atendidos em programas de parcelamento e reduções expressivas de juros e multas de impostos e dívidas tributárias”.

O Sindireceita contabiliza que o adiamento dos reajustes salariais irá gerar ações na justiça, além da insatisfação dos funcionários. Diz também que, para limitar em R$ 5 mil os vencimentos iniciais de carreiras do serviço público, o governo precisará encaminhar ao Congresso Nacional projetos de lei e ou medidas provisórias alterando as tabelas de vencimento das mais de 150 carreiras do serviço público.

Além disso, faltarão funcionários, prejudicando as políticas públicas. Hoje, 21% dos analistas tributários estão aptos a aposentar-se. “O resultado prático dessa medida são mais armas, munições, drogas, contrabando e descaminho nas mãos do crime organizado. O tempo de importação e exportação no país também será afetado, gerando prejuízos para a economia”, sintetiza o sindicato.

 

Rápidas

Por que os pavimentos das rodovias do Brasil não duram? Esse é o nome do estudo que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgará nesta quinta-feira *** No próximo dia 29, às 19h, o professor da FGV CPDOC Oliver Stuenkel dará na Eaesp, em São Paulo, a palestra “Brics e o futuro da ordem global”. Inscrição: http://ri.fgv.br/eventos *** O advogado, democrata e ativista Marcello Cerqueira lançará o livro Fragmentos de Vida – Memória na Livraria Travessa do Shopping Leblon (RJ) na próxima segunda-feira, a partir das 19 horas. A noite de autógrafos será aberta com um bate-papo com o cineasta Cacá Dieguez e o ex-ministro do STF Carlos Ayres de Britto.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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