Veneno eterno

A criação do Jurômetro pela Fiesp provocou forte histeria nos ativistas do mercado financeiro da imprensa tupiniquim que, para desqualificarem a iniciativa da indústria, produzem argumentos, no mínimo contraditórios. Para justificar a manutenção da anômala taxa de juros brasileira, num mundo de juros zero ou negativos, os lobistas dos rentistas alegam que, apesar dos juros elevados, a inflação no Brasil é superior à de outros países em desenvolvimento. Isso impediria que os juros fossem derrubados. Ou seja, se a doença não cede com o remédio repetido inúmeras vezes, em vez de trocar a medicação e o médico, esse tipo de analista sugere aumentar a dosagem.

Experiência
O juiz federal Sérgio Fernando Moro, da 2ª Vara da Justiça Federal, que ganhou destaque nacional ao conduzir as investigações que levaram a descoberta do escândalo do Banestado, participará de seminário da Comissão Especial (CE) da Câmara dos Deputados que analisa a criação de medidas contra empresas corruptoras (Projeto de Lei 6.826/10), nesta quinta-feira, em Curitiba, às 14h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná. Através das antigas contas CC5, operadas dentro do extinto Banco do Estado do Paraná, foram enviados ao exterior US$ 24 bilhões, entre 1996 e janeiro de 2000.
Em 2004, Moro condenou à prisão 15 envolvidos na fraude. A sentença foi confirmada em 13 de setembro passado pela 5ª Turma de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação sempre bateu de frente com políticos de quase todos os partidos, que conseguiram tirar os “figurões” da linha de frente das acusações.
Hoje, as punições em casos de corrupção atingem basicamente agentes públicos. A União quer estender as sanções para empresas e empresários que pagam propina.

Gol
Com investimentos de 100 mil euros, a empresa italiana Armosia se instalou no Brasil para vender ações estratégicas de marketing para o esporte e entretenimento em geral. A empresa veio atender à operadora de telefonia TIM, cliente da Armosia na Itália, conforme disse a esta coluna a gerente de produtos da empresa, Letícia Picheth. Ela destaca os resultados da exposição da marca TIM em clubes como Flamengo, Corinthians, Internacional, Grêmio, Palmeiras e São Paulo. Com esse patrocínio, a operadora lançou o chips dos clubes. “Dois meses depois do lançamento, a companhia alcançou o segundo lugar no mercado brasileiro em vendas de celulares e em ações de marketing”, disse Letícia.

Reeleição
Aldo Gonçalves foi reeleito presidente do Clube de Diretores Lojistas (CDL-Rio), para um mandato de três anos. Sua gestão à frente da entidade foi marcada pelo aumento de visibilidade, recuperação do prestígio político e lançamento de produtos que aperfeiçoaram o sistema de concessão de crédito. Na antiga capital do país, é uma das poucas lideranças empresariais ativas.

Esvaziando a bolha
Em conversa com a coluna, um consultor de uma grande construtora de São Paulo, com atuação em outros estados brasileiros, conta que os preços dos imóveis no país já vivem um processo de desaceleração. Embora ainda permaneçam em patamares elevados, a crescente dificuldade de vendas pelos valores pedidos tem desinflado os preços.

A volta do diploma
Por 65 x 7 votos, o Senado aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/09, de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que determina o retorno da exigência do diploma de Jornalismo para exercício da profissão. A PEC estava engavetada há desde 2009 na Casa, mesmo ano em que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogara a exigência: “A aprovação representou o desejo do Senado de corrigir um erro histórico do STF contra a categoria profissional dos jornalistas”, comemorou o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, destacando a expressiva votação a favor do diploma.

Bumerangue
A história da Chevron, que tenta na Justiça dos Estados Unidos mudar uma sentença da Justiça equatoriana, tem um lance irônico: quando ainda operava como Texaco, a multinacional norte-americana fez o que pôde para manter o processo – em que é acusada de crime ambiental na floresta amazônica – no Equador, por achar que teria mais chances de ser punida com elevadas indenizações nas cortes norte-americanas. Acabou condenada a pagar US$ 18 bilhões.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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