Verdadeiro escândalo

Ex-assessor especial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o professor USP Bernardo Kucinski critica a cobertura da mídia sobre os gastos com cartões corporativos. Citando dados do Portal da Transparência, ele sustenta que esse tipo de gasto alcança menos de “um décimo de milésimo da quantia gasta pelo governo”. E aproveita para criticar a imprensa por ignorar a verdadeira gastança com o dinheiro público: “Enquanto isso, os juros e a rolagem da dívida pública consumiram, em 2007, quase 60% do total. O verdadeiro escândalo revelado pelo portal é o modelo econômico do governo, que gasta em juros mais da metade de tudo o que arrecada. Mas isso a grande mídia faz questão de não ver”, ataca.

Agenda perdida
Ao se perguntar por que essa inversão de prioridades na pauta midiática, Kucinski  arrisca uma hipótese: “É a retomada da agenda que tenta desqualificar o governo no plano moral, já que a grande imprensa aprova e aplaude as políticas macroeconômicas, embora com uma ou outra restrição isolada. A insistência em citar o nome de Lula e seus familiares nas manchetes revela mais claramente a intenção de devassar a intimidade do presidente e, com isso, despojá-lo de toda dignidade”, argumenta.

Gol contra
O prêmio de cerca de R$ 100 mil pago aos jogadores de Coruripe pela conquista do Campeonato Alagoano de Futebol 2007 saiu dos cofres da Assembléia Legislativa. A conclusão é da Polícia Federal de Alagoas depois de ouvir, terça-feira à noite, o depoimento do diretor de Futebol do Coruripe, Rosiwelington da Silva Tavares, mais conhecido como Pato. Segundo a PF, Pato confessou que dois repasses, de R$ 49,8 mil e R$ 60 mil, foram destinados a pagar aos jogadores, mas não informou de quem teria partido a iniciativa de usar verba da Assembléia. O dinheiro destinado à premiação, porém, representa apenas 0,003% dos R$ 280 milhões que teriam sido desviados da folha de pagamento do Legislativo alagoano, de acordo com responsável pelo inquérito, delegado Janderlyer Gomes.

Beleza eslava
A Reed Exhibitions adquiriu, em janeiro, mais eventos na Rússia: a InterCharm, do setor de beleza em Moscou, e a Feira Internacional de Papel (PAP-FOR), principal evento do segmento e que será realizada na cidade de São Petersburgo. O setor de beleza em Moscou faturou US$ 7,8 bilhões em 2006 e cresce dois dígitos nos últimos anos. A InterCharm, que ocorrerá de 23 a 26 de outubro de 2008, no Crocus Expo, em Moscou, chega à 15ª edição, depois de reunir, em 2007, 876 expositores, de 29 países, e 100 mil visitantes. Já a PAP-FOR, realizada a cada dois anos, reuniu em 2006 cerca de 12 mil visitantes e cerca de 300 expositores.

Bric em foco
Foi a terceira aquisição de feiras na Rússia em menos de 12 meses pelo Grupo Reed Exhibitions. Segundo a organização, seu principal objetivo é adquirir eventos em mercados “em franca expansão” de países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). Dentro dessa política, o portfólio de eventos da Reed Exhibitions na Rússia já soma dez feiras. No Brasil, o grupo constituiu uma joint venture com a Alcantara Machado, criando a Reed Exhibitions Alcantara Machado, maior organizadora de eventos da América Latina. Com escritório na cidade de São Paulo e 140 funcionários, o grupo é responsável pela realização de cerca de 30 feiras de negócios.

Aula fora
Cresceu 40% o número de brasileiros que buscam cursos no exterior. O destino mais procurado, em 2007, foi a Inglaterra, seguida por EUA e Canadá, mas aumenta o interesse por países como Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Na opinião de Silvia Bizatto, gerente de Marketing da EF Brasil, que oferece cursos nesses países, “a globalização fez com que profissionais de todas idades e áreas tenham necessidade de aprender idiomas”.

Desplugado
O afastamento de um superintendente do Eletros, fundo de pensão da Eletrobrás, mobilizou o líder do PMDB no Senado, senador Valdir Raupp (RO), que pediu ao presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, para interceder pela volta do afastado. Apesar dos apelos dos peemedebistas, a direção do fundo não está disposta a recuar da decisão.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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