Verdes na praça

O crescimento dos meios de pagamento nos Estados Unidos está muito acima dos anos recentes. A injeção de liquidez feita pelo Federal Reserve (Fed, espécie de banco central privatizado dos EUA) levanta suspeitas em meios financeiros daquele país, já que só o medo de uma quebra poderia levar a tal elevação. Vamos aos números: o M-3 (moeda em poder do público, mas depósitos à vista nos bancos, títulos públicos no mercado, aplicações como poupança e depósitos a prazo fixo) cresceu US$ 155 bilhões em maio, uma taxa que, anualizada (como gostam os estadunidenses) resultaria em espantosos 22,2%, ou injeção de US$ 2 trilhões. Para comparar, em 2000 a expansão fora de 8,6%; em 2001, de 12,6%; em 2002, de 6,5%; e no ano passado, de apenas 3,2%.

Norte fluminense
O município de Macaé está sendo beneficiado mais uma vez em decorrência da atividade petrolífera. Na quinta-feira a Câmara Americana de Comércio anunciou que vai inaugurar no mês que vem mais uma de suas filiais, localizada exatamente naquela cidade fluminense.

Coleção
A entrega de armas antigas e sem serventia ao governo acabou sendo um bom negócio. Estima-se que a família que entregou 1,3 mil armas que compunham a coleção do patriarca falecido deve levar cerca de R$ 200 mil. A autorização do Ministério do Exército para a coleção havia expirado em 1990 e dificilmente o lote seria vendido por um preço justo. Tome-se como exemplo um colecionador que, recentemente, tentava vender cerca de 40 armas, avaliadas em mais de R$ 130 mil, e pela qual pedia R$ 90 mil. Ou seja, com alguma pechincha, mais ou menos o mesmo que a família do interior de São Paulo deve receber do governo. Com a diferença que a última coleção era de nível 4, a maior concedida pelo Exército, para quem tem mais de nove anos de registro; esse colecionador pode possuir armas e viaturas militares das categorias A, B, C, D, E e F.
Se por um lado pode se tornar um bom negócio, por outro o desarmamento certamente não deixa ninguém mais seguro. Ou alguém já viu, nas estatísticas divulgadas pela Polícia Federal, alguma AR-15 ou outra arma pesada usada pelos traficantes?

A prazo
Vai até 6 de agosto o prazo para instituições de ensino superior aderirem ao novo processo seletivo para ingresso no Programa de Financiamento Estudantil (Fies). A adesão pode ser feita preenchendo o formulário no site http://fies.caixa.gov.br. A entrega, porém, não pode ser virtual. O documento deve ser impresso e enviado para o Ministério da Educação, com assinaturas reconhecidas dos dirigentes da instituição e de sua mantenedora. A adesão ao Fies por parte das instituições é indispensável para a posterior inscrição dos estudantes.
As inscrições dos estudantes poderão ser realizadas entre 16 de agosto e 10 de setembro, unicamente pela Internet. Para o segundo semestre de 2004 serão 50 mil novas vagas a serem distribuídas entre alunos de cursos de graduação de todo o Brasil, com a aplicação de aproximadamente R$ 98 milhões. O Fies foi criado em 1999 para substituir o antigo Programa de Crédito Educativo.

Vinho paulista
O mercado brasileiro consome cerca de 58 milhões de litros de vinhos finos por ano, mas produz apenas 50% deste total. A produção está concentrada no Rio Grande do Sul. Para resgatar a produção de vinhos em terras paulistas, foi criada a Sociedade Paulista de Vitivinicultura (SPVinho). O setor não se esgota no vinho: engloba produtos como vinagres, licores, doces, geléias, essências, aromatizantes, corantes, pigmentos, óleos essenciais, dermatológicos, fitoterápicos, cosméticos, gastronômicos, entre outros. A SPVinho quer criar um centro de excelência no interior do estado.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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