“Verdinhas”

O segundo semestre reserva vencimentos de títulos da dívida externa do setor privado no total de US$ 16,7 bilhões. Junho, com US$ 3,6 bilhões – só perde para dezembro no ano – foi um mês quase tranquilo, apesar do fluxo cambial negativo superior a US$ 2,3 bilhões. Com eleições no Brasil e nos Estados Unidos, a tranqulidade pode ser substituída pela especulação.

Guerra fria
Depois de décadas longe do público e procurado pela Justiça americana, o ex-campeão mundial de xadrez Bob Fischer – considerado por muitos o melhor enxadrista de todos os tempos – foi preso por autoridades japonesas depois de supostamente tentar deixar o país com um passaporte vencido. Fischer, de 61 anos, tentava embarcar num vôo para as Filipinas e poderá ser extraditado. Ele é procurado pelos neo-maccartistas nos Estados Unidos por ter jogado um torneio de xadrez na então Iugoslávia, em 1992, quando o país se encontrava sob sanções internacionais. Bob Fischer ressurgiu no cenário internacional em 1992, quando disputou uma revanche contra o russo Spassky por US$ 3,35 milhões. Fischer derrotou o antigo rival por dez jogos a cinco. Ele desapareceu depois disso.

Melhor esconder
O ministro Ricardo Berzoini dará apoio, neste sábado, em ato público, ao candidato a vereador em São Bernardo do Campo Eurico, dirigente do Sindicato dos Bancários do ABC. O ministro também fará a declaração de apoio ao candidato a prefeito Vicentinho. Não se sabe o que o ex-ministro da Previdência – que botou os velinhos em filas quilométricas para um recadastramento insano – tem contra os dois candidatos.

Quem
O currículo do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, distribuído pelo promotor da palestra “O setor privado no novo ciclo de crescimento”, na próxima quarta-feira, em São Paulo, é quase completo. Afirma que Franco é economista formado pela PUC-RJ, PhD de Harvard, sócio da Rio Bravo Investimentos, professor, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, “tendo participado da equipe que elaborou o Plano Real”. Faltou dizer que foi um dos maiores defensores do congelamento cambial, que junto com os juros estratosféricos colocou o Brasil na sinuca em que está.

Limite
Da Espanha, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, criticou duas sentenças proferidas pelo juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas, da 18ª  Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. O juiz limitou o valor dos honorários a serem pagos a advogado que atuar em causas contra a União ao valor dos vencimentos de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Assim, numa causa de R$ 45 milhões, que representaria R$ 4,5 milhões (10%) para o advogado, os honorários ficaram limitados a – nada desprezíveis – R$ 2,5 milhões (o equivalente ao salário mensal de ministro do STF, multiplicado pelos 131 meses nos quais o advogado trabalhou no processo). Para Busato, as decisões não têm embasamento legal.
O entendimento do magistrado, expresso no voto, foi o de que o advogado que litiga contra a União aceita a submissão dos honorários legais ao mandamento constitucional, uma vez que “a advocacia integra uma carreira especial de agente político (na forma do inciso XI, do artigo 37), posto que indispensável à administração da Justiça”.

Milhões
Mais surpreendente do que a decisão do juiz da 18ª Vara Federal do DF é o valor das causas em que a União saiu derrotada. Além da de R$ 45 milhões, ganha pela Geap, houve uma de R$ 109 milhões, que a “viúva” foi condenada a pagar à Construtora Sultepa S/A e outros. Nesta, o honorário cairia de R$ 10 milhões para “módicos” R$ 969 mil.

Segunda via
Representantes da bancada federal fluminense, dirigentes sindicais e empresários do setor naval discutirão com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, a Lei 10.893 (antiga MP 177) que trata sobre o Fundo de Marinha Mercante (FMM). Eles estudarão alternativas ao veto à criação do fundo garantidor para a construção de novas embarcações e enviarão proposta ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para financiamento do setor.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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