Véspera da decisão do Fed e Copom

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Marcelo Queiroga (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Marcelo Queiroga (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Os mercados europeus fecharam majoritariamente em queda devido à possibilidade de mais uma onda de avanço no número de infectados pela Covid-19. A suspensão na distribuição do imunizante da AstraZeneca por efeitos colaterais da vacina acabou gerando desconforto aos investidores. Londres e Paris tiveram queda de 0,17% cada. Frankfurt teve queda de 0,28%. Lisboa e Madri perderam 0,65% e 0,11%, respectivamente. Milão teve alta de 0,11%.

Em Wall Street, os mercados registraram alta na segunda-feira com os investidores aguardando a decisão do Fed quanto à taxa de juros e aos treasuries. O Dow Jones fechou com alta de 0,53%. O S&P 500 ganhou 0,64% e a Nasdaq teve valorização de 1,05%.

No Brasil, o principal índice da B3 fechou o dia com alta de 0,60%, em 114.850,74 pontos. Os investidores internos aguardaram resolução quanto ao ministério da Saúde. Em dia de vencimento de opções, houve correção do mercado após dias com queda.

Na Ásia, as principais bolsas do continente fecharam em alta à espera da decisão do Fed e do Banco do Japão, influenciadas por Nova Iorque. Tóquio ganhou 0,52%. Seul teve valorização de 0,70%. Hong Kong e Taiwan tiveram ganhos de 0,67% e 0,39%, respectivamente.

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Para hoje, no exterior, os mercados abrem majoritariamente em alta devido ao aumento da entrega de vacinas na União Europeia. No Brasil, o IGP-10 teve alta de 2,99%, ante expectativas de 2,84%. O IPC-S da segunda quadrissemana de março teve elevação de 0,88%, ante 0,67% da quadrissemana anterior.

O Tesouro fará oferta de NTN-Bs para 2024, 2028 e 2040. O BC fará rolagem de swaps a partir das 11h30.

O mercado também ficará atento à indicação de Marcelo Queiroga para o ministério da Saúde, que, segundo a mídia, se mostra contra o lockdown (confinamento) e defende vacinação em massa e distanciamento.

A reunião do Copom começa hoje, enquanto os agentes aguardam a alta da taxa de juros.

Na Europa, hoje o destaque é para os indicadores do Instituto ZEW relacionados à percepção econômica dos investidores institucionais alemães e como tais agentes consideram as condições atuais. A percepção econômica melhorou para a Zona do Euro e para a Alemanha, com altas de 74 e 76,6 pontos, respectivamente, superando as expectativas e os números anteriores. Quanto às condições atuais, o indicador ficou em -61,0, contra a expectativa de -62,0 pontos e superando os -67,2 pontos no indicador anterior.

Nos EUA, dados importantes de conjuntura econômica serão divulgados, em especial as prévias da produção industrial e as vendas no varejo relacionadas ao mês de fevereiro. A expectativa é de que a produção industrial tenha avanço de 0,3%, ante 0,9% em janeiro, e a vendas no varejo tenham queda de 0,5%, ante avanço de 5,3% em janeiro.

O estoque das empresas em janeiro tem previsão de alta de 0,3%. Alguns índices de preços também serão divulgados, no caso, a de bens exportados, com perspectiva de elevação de 0,9%, e de bens importados, com o mercado esperando alta de 1,2%.

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Matheus Jaconeli

Economista da Nova Futura Investimentos

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