Virou caça

O PSOL destoou do silêncio estrondoso com que os partidos trataram a investida da Polícia Federal contra o delegado Protógenes de Queiroz, responsável pela prisão de Daniel Dantas. Depois de historiar ações desencadeadas contra Protógenes e o juiz Fausto de Sanctis, responsável pela decretação da prisão do banqueiro, o PSOL afirma: “Todos esses desdobramentos aconteceram porque a Operação Satiagraha desnudou profundas relações criminosas envolvendo setores dos três poderes da República. Por isso, desde o dia da prisão de Daniel Dantas, há uma ação articulada pelos mesmos poderes no sentido de intimidar, desqualificar e desmoralizar essa operação.”

Inversão
A Executiva Nacional do PSOL lembrou que o Ministério Público Federal foi contra o pedido de busca e apreensão contra Queiroz, para concluir: “Está acontecendo uma total inversão de valores. Aquele que teve coragem de enfrentar bandidos poderosos está sendo perseguido em uma articulação de parte dos três poderes da República, que certamente temem pelos resultados da Operação Satiagraha”, acrescentando que o histórico de Protógenes inclui as investigações que levaram à prisão o ex-deputado federal Hildebrando Pascoal; o maior contrabandista do Brasil, Law Kin Chong; o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo Paulo Maluf e o filho dele, Flávio Maluf; e do chefe da máfia russa no Brasil, Boris Berezoviski.

Esperança & limites
Descontada a cobertura apologética de setores da mídia – comportamento a ser debitado a um viés colonizado – as celebrações que se seguiram em várias partes do mundo ao anúncio da eleição de Barack Obama a presidente dos Estados Unidos são reveladoras do despertar de sentimentos profundos que estavam adormecidos. Acima de tudo, reafirmam o esgotamento do modelo Bush de governo e, ao mesmo tempo, que, apesar de todos desmentidos, a sede por utopias e mudanças continua a ter sólida acolhida em todo o globo, principalmente, entre os mais jovens.
Ainda que com discurso vago e de promessas imprecisas que se confundiam com um slogan desejoso, Obama capturou o imaginário de milhões de pessoas ávidas para mostrar nas urnas seu repúdio a uma administração que confundiu o poder de única superpotência mundial com o de onipotência.
É importante ressalvar, no entanto, que ao lado da esperança caminha certo ceticismo, que tornou a camiseta com os dizeres “Estou pronto para me decepcionar com Obama” uma das campeãs de vendas nos campus universitários estadunidenses. Longe de revelar amargor, a irreverência da juventude local mostra ter noção de que o jogo de forças no poder, aliado às inconsistências de Obama, criam uma abissal diferença entre o gosto do champanhe das comemorações e as mudanças efetivas no império. Estas, mais do que tudo, dependerão da capacidade de mobilização dos que não resumem seu desejo de mudança a slogans de campanha, mas a transformações profundas muito além da disposição do presidente eleito dos EUA.

Sabores
A Unilever está investindo R$ 12 milhões em campanha para anunciar novidades da bebida à base de soja AdeS para o verão. A marca contratou a atriz Priscila Fantin para lançar mais quatro sabores: manga com maracujá, frutas cítricas, pêra com menta e pêra com menta zero. A campanha foi criada pela Ogilvy. Somente neste ano, a Unilever investiu mais de R$ 90 milhões em novidades.

Há vagas
Os estudantes que participarem do Festival Brasileiro de Publicidade, que começa nesta segunda, no Hotel Sofitel, em Copacabana., promovido pela Associação Brasileira de Propaganda (ABP), vão concorrer a três vagas de estágio em agências do Rio de Janeiro. Os interessados deverão entregar currículos, na secretaria do festival até terça, informando o setor em gostariam de estagiar, acompanhado de breve relato sobre o seu interesse ou aptidão. Mais informações em www.abp.com.br/festival

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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