Viva – 1

O Viva Rio recebeu cerca de R$ 50 milhões nos governo Garotinho (incluído o período em que Benedita da Silva esteve à frente do Executivo estadual), em contratos com dispensa de licitação. “Um dos serviços prestados pelo Viva Rio ao Governo do Estado é rotina na Secretaria estadual de Educação, que, com os seus profissionais, já fazia este serviço. O Viva Rio hoje é uma espécie de franchasing, ou seja, empresta o nome para os mais diversos projetos”, denunciou o líder do PDT na Assembléia Legislativa do Rio, Paulo Ramos (PDT).

Viva – 2
Um dos braços do Viva Rio é uma instituição para conceder crédito para pessoas de baixa renda e microempresas, mesmo informais. O VivaCred, apesar de ser uma ONG, não rasga dinheiro: os juros cobrados nas linhas de empréstimo que opera são similares, ou superiores, ao de instituições financeiras. Para capital de giro, por exemplo, cobra juros de 3,9% ao mês (mais taxa de abertura de crédito entre 3% a 5%); no desconto de cheques e no empréstimo para abertura de negócio, os juros são de 3,5%.
Uma das linhas de crédito do VivaCred, disponível apenas na agência da Rocinha, maior favela do Brasil, é um repasse de recursos do Banco Popular (filial do BB para setores de baixa renda). Nessa linha, os juros são mais salgados: 4% ao mês. Se o candidato a empréstimo tiver um pouco mais de paciência, pode conseguir, no mesmo Banco Popular, uma taxa mais em conta: 2% mensais.
Em 2004, o VivaCred contava com uma carteira de empréstimos de R$ 3,7 milhões.

Modelo em debate
Os economistas Arnaldo Mourthé e Ceci Jurua participam, nesta quinta-feira, às 18h30, na seção Rio de Janeiro do PDT, do debate “Modelo econômico brasileiro: visão crítica, riscos e alternativas”. O PDT-RJ fica na R. Sete de Setembro 141, no Centro.

Eternamente precários
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) ingressa, esta semana, com ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para cassar liminar concedida pelo STJ à autodenominada Associação de Defesa do Trabalhador Discriminado (Adetradi), garantindo aos seus associados o restabelecimento do registro de precários. Os detentores desses registros foram beneficiados por liminar concedida por uma juíza substituta suspendendo a necessidade de diploma universitário para exercer a profissão de jornalista. Em outubro passado, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região decidiu por unanimidade pela necessidade do diploma.

A R$ 1,05 mil
Além de fechar a porta aos janeleiros, Fenaj pede providências contra a Adetradi. Segundo a federação, a entidade estaria anunciando que novos associados poderão adquirir direito ao registro precário pagando mensalidade de R$ 50 e honorários advocatícios de R$ 1 mil.

Meu garoto
Embora amplificadas pelas fragilidades eleitorais do tucano, as investidas do prefeito do Rio, César Maia (PFL), contra a candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República, são movidas, em grande medida, por motivo filiais. Na verdade, César receia perder o controle sobre a própria sucessão, em 2008. Com o lançamento da candidatura do deputado federal Eduardo Paes (PSDB-RJ) ao governo do Estado do Rio, César teme que, independentemente do resultado da eleição deste ano, o tucano ganhe suficiente visibilidade para fazer frente a seu filho, deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), como candidato preferencial dos conversadores do Rio para 2008. Se isso se confirmar, se repetiria, agora, em papéis invertidos, o sucedido com o próprio César que, ao ser eleito pela primeira vez, em 1992, congestionou o espaço político ocupado pelo então governador, Marcello Alencar (PSDB), que se viu condenado ao ostracismo.

Greve
Professores, funcionários e estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em greve desde 3 de abril, fazem ato público em defesa da instituição nesta quinta-feira, às 17h, no teatro da universidade.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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