Vivo estuda acabar com os sonhos da Oi

Desde que entrou em recuperação judicial, empresa brasileira quer ser fornecedora de infraestrutura.

Acredite se Puder / 17:23 - 30 de jul de 2020

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A Vivo estuda a criação de uma empresa para “construção e oferta de rede de fibra ótica neutra e independente para atacado”. Nesta quarta-feira, a empresa de telecomunicação fez esse comunicado ao mercado e interrompeu a exagerada euforia com as ações da Oi, que serão altamente prejudicadas com novo concorrente nesse mercado. Depois de tal informação, as ações preferenciais da operadora perderam mais de 4,5%.

Como todos sabem, desde que entrou em recuperação judicial, a Oi pretende se transformar em uma fornecedora de infraestrutura para as companhias de telecomunicação, justamente com a oferta de rede de fibras óticas, tanto para outras empresas, que poderão aproveitar os troncos para interligar seus ramais, quanto para consumidores finais.

No comunicado de hoje, a Vivo afirma que o negócio “poderá contar ainda com a participação de parceiros e investidores em seu capital social”, e acrescenta que seu objetivo é a “aceleração da expansão da rede para novas localidades, através de um modelo de menor investimento para a sua controladora, a Telefônica Brasil, e que deve capturar valor para participação de terceiros”.

A bagunça com a Oi ainda não terminou. Agora, a dúvida é se a companhia pode receber novas ofertas, já que assinou um contrato de negociação exclusiva com a Highline, válido até 3 de agosto. De qualquer modo, os analistas do Santander acreditam que o consórcio de operadoras tem grandes chances de vencer o leilão, devido às sinergias significativas decorrentes de reparos no mercado, economia de investimentos e evasão de investimentos, mas tudo isso improvável com um potencial novo participante.

 

Resultado do Bradesco afetado por provisões

As maiores casas de análises concordaram num ponto: o resultado trimestral do Bradesco ficou abaixo do esperado devido ao aumento das provisões. Os técnicos do Morgan Stanley chamam a atenção para o fato de que o aumento da cobertura, os seja, provisões em relação ao total do crédito, indica uma deterioração da inadimplência, e afirmam eu não ficarão surpresos se novas provisões excedentes realizadas nos próximos trimestres. No relatório encaminhado aos clientes, os técnicos do banco norte-americano classificam o balanço de positivo e continuam recomendando a compra das ações do Bradesco.

 

Ambev sobe forte e depois cai forte

A moçada pegou o auxílio de R$ 600 e aplicou na compra de cervejas? Essa é a dúvida dos analistas do Bradesco BBI diante dos volumes mais fortes do segmento, mas gostariam de ter maior clareza em relação aos fatores responsáveis por esse aumento substancial de volume, pois é importante saber se o que levou ao aumento são permanentes ou não, como influência de subsídios do governo ou concorrência mais fraca. O Bradesco manteve a classificação da Ambev como neutra e preço-alvo de R$ 15,50.

O Credit Suisse, por sua vez, elevou para compra a recomendação das ações da Ambev após o resultado. A Ambev passou nas últimas semanas por um momento bastante peculiar. Após o forte resultado da Heineken, boa parte dos investidores partiu para a leitura de que a empresa estava ganhando participação da Ambev. As ações caíram, e a dúvida ficou no ar.

O resultado do segundo trimestre da Ambev mostrou que um balanço forte faz a diferença em momentos de crise e que a companhia soube navegar muito bem por meses especialmente difíceis. A somatória de forte balanço, aumento de proximidade com os clientes off-trade e um competidor com dificuldades se mostrou positiva para a empresa. Os volumes de cerveja caíram somente 1,6% no segundo trimestre, e a empresa conseguiu se reinventar com iniciativas digitais bastante assertivas e fabricas rodando com capacidade total. Os volumes consolidados cresceram 5% em junho, alavancados por volume de cerveja, apontam os analistas do banco.

A dívida líquida teve queda de 4,36%, passando de R$ 12,145 bilhões para R$ 11,615 bilhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 28,6% entre o segundo trimestre de 2019 e o deste ano, totalizando R$ 3,348 bilhões.As vendas líquidas no trimestre foram de R$ 11,62 bilhões, baixa de 4,4% na base anual, mas acima da estimativa de R$ 10,51 bilhões do consenso Bloomberg. Na abertura, as ações da Ambev subiram mais de 5% e no fechamento terminaram com perdas de 2,5%.

 

Melhoram preços da Usiminas

A Usiminas apresentou resultados em linha com mercado doméstico de aço, ainda desafiado, segundo a XP Investimentos. Vendas mais fracas foram compensadas por preços saudáveis.

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