A volatilidade tende a continuar elevada no curto prazo, por conta de preocupações internas e externas. No exterior, as principais fontes de incerteza são: (I) a desaceleração do comércio internacional, em parte associada a conflitos comerciais, em particular entre EUA e China; e (II) questões econômicas, decorrentes do crescimento dos Estados, do risco de uma recessão na Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, além da redução do ritmo de crescimento na China.
No Brasil, as principais fontes de preocupação são: (I) o baixo dinamismo da atividade econômica, com o PIB do 1T19 em queda de 0,2% na comparação com o trimestre anterior livre de efeitos sazonais – resultado que reduziu o carry-over para 2019, que passou de 0,4% para 0,2%, levando os investidores a cortarem as projeções para o crescimento do PIB esse ano para 1,23%; e (II) demora no andamento da agenda de reformas da economia.
Contudo apesar da expectativa de volatilidade mais elevada no curto prazo, sustentamos visão positiva para a Bolsa brasileira no médio e longo prazo e mantemos projeção de que o Ibovespa alcance 110 mil pontos até o final do ano. Com isso, avaliamos que a volatilidade mais elevada no curto prazo pode abrir oportunidades de compra em Bolsa, visto que os valuations atuais em Bolsa seguem atrativos.
Ações mais correlacionadas com o desempenho da economia doméstica, principalmente do setor de varejo, seguem como nossas principais apostas no segmento de renda variável.
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Sociedade Corretora Paulista S.A. (Socopa)
















