Volkswagen pode demitir para fabricar carro elétrico

Montadora alega que lucrará menos para produzir 22 milhões de unidades até 2028.

A montadora alemã Volkswagen considera a possibilidade de reduzir postos de trabalho para poder acelerar o lançamento de carros elétricos e reverter queda em margens de lucro. Aliás, a empresa está se preparando para lançar um novo carro elétrico compacto, conhecido como ID, em 2020, como parte de uma estratégia que prevê a fabricação de 22 milhões de carros elétricos até 2028, apesar da incerteza sobre o nível de demanda por esses veículos.

Mundialmente, o segmento de veículos elétricos vem crescendo, tendo superado a marca de três milhões de unidades em 2017, aumento de 50% em relação a 2016. Mas o montante representa apenas 0,2% do total da frota mundial e está ainda concentrado em poucos países. 

Na tentativa de reduzir custos, o grupo Ford declarou que vai alinhar a remuneração de executivos e os bônus para ficarem mais perto dos níveis de lucratividade e reduzirá complexidade da produção e o número de funcionários necessários. A empresa não informou quantas demissões pretende fazer no processo, relatou a Reuters.

 

70 modelos

 

A empresa disse que planeja lançar quase 70 novos modelos elétricos até 2028, com o objetivo de colocar-se na vanguarda da mudança do setor para carros de emissão de poluentes zero.

No entanto, a montadora afirmou que os investimentos para reorganizar fábricas, bem como movimentos cambiais adversos e a desaceleração das vendas desencadeada por novos testes para certificação de níveis de emissões de poluentes, levaram a uma queda nas margens de lucro das marcas Volkswagen, Skoda, Audi e Porsche no ano passado. A margem de vendas da marca Volkswagen caiu para 3,8% no ano passado, de 4,2% em 2017.

 

Corte de custos

 

O presidente-executivo da Volkswagen, Herbert Diess, disse que não foi possível fechar um acordo com os sindicatos para aumentar a rentabilidade da marca em 2018. O grupo agora está focado em cortes de custos na marca e na Audi.

“O custo do trabalho é uma grande preocupação para nós. Faz parte da disputa que estamos tendo atualmente com sindicatos. Nosso plano era melhorar a produtividade e diminuir os custos e isso não deu certo em 2018”, disse Diess a analistas após os resultados anuais da empresa.

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