Volta, JK!

Empenhado na modernização da matriz logística brasileira, mas descrente de nossas atuais lideranças políticas, o economista Carlos Lessa defendeu a promoção de um grande encontro de médiuns espíritas no Maracanã para pedir a reencarnação do presidente Juscelino Kubitschek. “Assim teríamos um novo Plano de Metas e, tal como fez Brasília, em cinco anos JK nos daria um país moderno em termos de logística”, defendeu Lessa.

Menos é menos
Cansado do samba de uma nota só da mídia hegemônica, o diretor de estudos macroeconômicos do Ipea, João Sicsú, desabafou em palestra comemorativa do dia do Economista, promovida pelo Corecon-RJ, na noite do último dia 13: “Toda vez que eu vejo o Jornal Nacional tem alguém recomendando o corte dos gastos públicos, seja economista ou não. Por trás disso está a ideologia do Estado mínimo. Se isso fosse bom, o Equador, que tem uma carga tributária de 10% do PIB, seria um país desenvolvido.

Ausente
No mesmo evento, o anfitrião Paulo Passarinho, que preside o Corecon-RJ, lamentou a ausência da mídia monocórdica. “Infelizmente, a mesma mídia que criticou as nomeações para a diretoria do Ipea, acusando-a de agir contra o pluralismo, não está presente hoje para cobrir este debate sobre os caminhos do desenvolvimento do país. O obscurantismo, na verdade, parte deles”, disse Passarinho, lembrando as recentes publicações do Ipea, que têm como marca principal o pluralismo de idéias.

Só para novos
A Light, companhia de distribuição elétrica da capital do Rio e parte do interior, vai distribuir o novo dicionário eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa, já com a nova ortografia, para os clientes que colocarem a conta de energia na modalidade débito automático. A ação, em parceria com a Editora Objetiva, começa a partir do próximo dia 17 de agosto e dura enquanto não acabar o estoque do CD.
Porém, clientes que já têm sua conta em débito automático não têm direito à promoção. A estes, fica a sugestão desta coluna: corram para retirar e depois coloquem novamente no sistema automático.

50 mil
Entre 2007 e 2008, o número de livros publicados no Brasil cresceu 13,3%. Com isso, pela primeira vez, foi ultrapassada a marca de 50 mil títulos lançados em um ano. Os dados fazem parte da pesquisa anual sobre Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros (Snel).

Menos tiragens
No mesmo período, porém, o número de exemplares produzidos no país recuou 3,17%. O CBL e Snel atribuem essa queda à redução de 18% no número de exemplares produzidos pelo setor de livros didáticos em 2008. A produção menor desse segmento, de acordo com as duas entidades, ocorreu porque, em 2007, o Governo Federal comprou livros para o Ensino Fundamental, e em 2008, para o Ensino Médio, que tem um número bem menor de alunos. Desconsiderada a variação registrada nos programas de compra da União, o número de exemplares aumentou cerca de 20% em 2008 na comparação com 2007.

Ler ainda é caro
A coluna fica satisfeita com os avanços do setor, mas, mesmo considerando a informação de que a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP registrou queda nos preços entre 2004 e 2009, os livros no Brasil continuam com preços muito elevados em comparação ao poder aquisitivo dos brasileiros, mesmo após desoneração de PIS e Cofins garantida pela União.
Em tempo: a queda de preços registrada pela Fipe é atingida apenas quando excluídos os livros didáticos – um dos principais segmentos do país, até por seu caráter compulsório e pela demanda garantida pelo governo. Incluídos os livros didáticos, a variação chega a 8,4%, ou 3,8% reais, entre 2007 e 2008.

Mão na massa
O Portal do Empreendedor no Estado do Rio de Janeiro, em funcionamento desde 24 de julho, já cadastrou, até 17h30 desta sexta-feira, 4.343 novos empreendedores, sendo que 1.966 já estão formalizados pela Junta Comercial.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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