Volta

A afirmação do secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, de que não há necessidade de o Brasil renovar o acordo assinado com o Fundo Monetário Nacional em setembro de 2002 e renovado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva no final do ano passado não surpreendeu. A equipe econômica se encarregou de impor metas – ainda mais draconianas – para inflação e superávit primário. Aliás, um novo acordo não seria mal recebido: o FMI exigia superávit de “apenas” 3,5% do PIB, turbinados para 4,25% pelos neotucanos da Fazenda.

Bye, bye
Donos de postos de gasolina com a bandeira da Shell já estão movimentando seus advogados para resguardar direitos, com a saída da empresa de petróleo da área de distribuição no Brasil. Os postos devem ser repassados para uma empresa espanhola.

Fuga
Quando o Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu a devolução de áreas petrolíferas descobertas pela Petrobras, para novo leilão, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não se manifestou com vigor. Mas quando descobriu-se que a questão atingia também as empresas estrangeiras, a ANP chiou.

Filé
Ação popular, com pedido de liminar, foi impetrada em nome do diretor do Sindipetro-RJ Emanuel Jorge Cancella, solicitando a retirada do bloco BC-60 do sexto leilão de nossas bacias sedimentares, previsto para agosto. O BC-60 faz parte do filé mignon das áreas produtoras de petróleo, que a Petrobras selecionou como prioritária para ser explorado pela empresa. Por pressão do Governo Federal, as “áreas azuis” vêm sendo incluídas na “leiloata”. No ano de 2003, já sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras, que havia classificado o BC-60 com a cor azul, inexplicavelmente, devolveu parte do bloco.

Minimalista
A Essilor, fabricante das lentes Varilux, lança hoje a menor lente de óculos do mundo. Será na Abiótica 2004 – Feira Internacional de Produtos e Equipamentos Ópticos, em São Paulo.

Lava mais branco
Prevenção à lavagem de dinheiro é o tema da palestra que o chefe do Departamento de Combate a Ilícitos do Banco Central, Ricardo Liao, fará hoje na Associação e Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro. Será às 15h, no auditório das entidades (Av. Rio Branco, 81/19º andar) e a participação é gratuita.

Legal
O advogado Roberto Schultz criou O Publicitário Legal (www.robertoscultz.com.br) para proteger os interesses legais das agências, publicitários, anunciantes e consumidores. “Em publicidade, o grande risco é a gente arrombar a porta de dentro para fora, ao colocar na rua campanhas que envolvam milhões de reais, grandes talentos e marcas sem uma devida proteção legal”, diz. É preciso um contrato que proteja os interesses de todas as partes, defende o advogado.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorGeneral Bush
Próximo artigoCompre pequeno

Artigos Relacionados

‘EUA do Mar’ seria considerado crime de lesa-pátria

Na terra de Biden, entregar navegação a estrangeiros é impensável.

Governo Bolsonaro não dá a mínima para a indústria

País perde empregos de qualidade e prejudica desenvolvimento.

Taxa sobre exportação de petróleo renderia R$ 38 bi

Imposto aumentaria participação do Estado nos resultados do pré-sal.

Últimas Notícias

Fundos de investimento poderão atuar como formadores de mercado na B3

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou os fundos de investimento a atuarem como formadores de mercado na B3, a bolsa do Brasil. A...

ABBC: Selic deve subir 1,50 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne na próxima terça-feira (7) para decidir sobre a nova Selic, a taxa básica...

Ibovespa fecha a semana em alta

(alta de 0,013%). O volume representou uma extensão do movimento positivo registrado na quinta-feira (2), quando o índice fechou com forte alta de 3,66%,...

China: Incentivos fiscais para investidores estrangeiros

A China anunciou que estendeu suas políticas fiscais preferenciais para investidores estrangeiros que investem no mercado de títulos da parte continental do país. A...

Brasileiro teria renda 6 vezes maior com indústria forte

Entre 1950–70, PIB do País foi multiplicado por 10.