Volátil

     
          “O pré-sal pode durar apenas 13 anos.” A advertência foi feita pelo presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira, durante o Fórum Social Temático 2012, realizado semana passada em Porto Alegre: “O petróleo pode durar apenas 13 anos se deixarmos prevalecer a fúria das multinacionais. Ou num ritmo mais controlado, pode chegar a 45 anos. Isso são decisões políticas e estratégicas do modelo de país e de desenvolvimento que queremos ter”, observa Siqueira, acrescentando: “Se não reagirmos, vamos entregar 20 trilhões de dólares para as multinacionais estrangeiras. Esse é o tamanho da riqueza representada pelo pré-sal.”

Social x ganância
Siqueira observa que a  campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso defende que o ritmo de exploração do petróleo deve estar conjugado a um projeto de país que acelere a transição de matriz energética dos poluentes combustíveis fósseis para fontes de energias limpas.
Presente ao mesmo debate, o economista Francisco Soriano, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), salientou a necessidade da mobilização popular para que a campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso seja vitoriosa: “A Petrobras é bastante pressionada pelos acionistas e comete equívocos, mas ainda é, graças à luta do povo, uma empresa estatal com compromissos públicos. Não tem como comparar com a ganância das multinacionais estrangeiras e seu fervor predatório em busca do lucro a qualquer custo”, comparou Soriano

Oportunidade
Jovens de 15 a 24 anos podem se inscrever para cursos gratuitos de capacitação em tecnologia em quatro estados. São 1.005 vagas oferecidas pelo Instituto da Oportunidade Social (IOS), instituição mantida pela Totvs. As inscrições encerram-se dia 6. O interessado precisa estar cursando o ensino médio ou já tê-lo concluído em escola da rede pública. Os cursos têm duração quatro meses. Os alunos aprovados poderão encaminhar seus currículos a empresas parceiras, fornecedores e clientes da Totvs. Em média, 45% dos jovens formados conquistam uma vaga no mercado de trabalho, diz a companhia de tecnologia. Mais informações em www.ios.org.br/blog/index.php ou pelo telefone (11) 2099-7549.

Padrão Suíça
A tentativa de debitar o rombo de US$ 21 bilhões na conta turismo, não à Bolsa Miami, financiada pelo real valorizado em relação ao dólar, mas ao mantra do aumento da renda da nova “classe média” brasileira, recebeu irônico comentário de um profissional do mercado financeiro: “O gasto médio de consumo de brasileiros no exterior é de US$ 5 mil. Isso não é gasto de classe C. Isso só é gasto de classe C na Suíça.”

Classe V
Ou, acrescentamos, classe V, a classe C vitaminada por um conceito tão elástico que permite que famílias com renda residencial de R$ 1 mil sejam consideradas de classe média, tanto por neoliberais, quanto pela militância acadêmica petista.

Coerência
A imprensa tupiniquim se mostrou desapontada pela presidente Dilma não seguir a pauta conservadora durante sua visita a Cuba. Confirmando que sua preocupação com direitos humanos é seletiva, esse tipo de jornalismo naturaliza o fato de que o único lugar em que se pratica tortura na ilha seja na base dos Estados Unidos em Guantánamo. Ou seja, mudaram pouco de quando, durante a ditadura brasileira, defenderam o golpe de Estado, torturas, assassinatos, execução sumárias de opositores, censura à imprensa não golpista, entre outras medidas ditatoriais.

Qual rabo de cavalo
Em 1980 o parque industrial brasileiro era maior que o da Tailândia, Malásia, Coréia do Sul e China combinados. Em 2010, a indústria brasileira representou pouco menos de 15% em comparação com esses países. “Acho que o que tem que perguntar é por que o Brasil representa 75% do comércio mundial de ferro e só 2% do de aço. E não é só o Brasil. Temos o caso do Chile, que hoje exporta muito mais cobre concentrado que fundido que há 20 anos.” A avaliação é de Gabriel Palma, professor chileno da Universidade de Cambridge, em entrevista à Carta Maior.

Risco continua
Três dias após a explosão que matou um operário que soldava uma tampa de bueiro no Porto do Rio, ainda vazava pela galeria de águas pluviais um combustível – possivelmente nafta – vindo de um local ainda desconhecido.
     
     

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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