Vontade

A Operação Narciso fez um diretor de sindicato ligado à área têxtil lembrar uma história passada na época de Malan no Ministério da Fazenda. As empresas do setor combinaram com o ministro que colocariam técnicos do Cetiqt para certificar as mercadorias importadas – tecidos ou roupas confeccionadas – e evitar subfaturamento. A fiscalização durou só três meses; depois, crescentes dificuldades nos portos impediram o trabalho dos técnicos.

Praia
O secretário de Indústria Naval do Rio, Wagner Victer, tricolor são (doente é quem torce por outro time) fez lobby junto ao presidente da norueguesa Norskan para que o próximo navio da empresa se chame Fluminense – a Norskan já tem no país o Botafogo e o Flamengo, além do Leblon e agora o Copacabana. Ao saber que a política da empresa é batizar seus navios com nomes de praias, Victer não se deu por vencido. Conseguiu com o prefeito de Mangaratiba, Aarão de Moura Brito Neto, um decreto que cria a praia Fluminense no município da Costa Verde. Agora, resta à Norskan cumprir a promessa.

Temporária
A Embaixada do Paraguai em Brasília desmentiu notícias de que uma base militar americana permanente seria instalada naquele país vizinho. O senador Alvaro Dias afirmou que, de acordo com o embaixador paraguaio, as autorizações dadas até agora para operações militares dos Estados Unidos no país são temporárias, como ocorre normalmente com missões internacionais de cooperação, até mesmo com o próprio Brasil. Outros senadores – como Jefferson Péres (PDT-AM), Romeu Tuma (PFL-SP) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) – não ficaram tão tranquilos. Azeredo, vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores, disse que já foi encaminhada correspondência ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, questionando se os acordos do Mercosul permitem algum tipo de consulta entre os países membros para casos de acordos bilaterais com terceiros países e quais as implicações para o Brasil da implantação de uma base militar americana no Paraguai.

Palavra
O senador José Jorge (PFL-PE) cobra do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a liberação de verbas para os estados atingidos por enchentes no Nordeste e também para as obras dos metrôs das cidades de Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Salvador. O parlamentar lembrou que o ministro se comprometeu em liberar esses recursos durante reunião com os senadores da oposição no final de junho, para que eles não obstruíssem as votações e aprovassem a Medida Provisória 241. “Se não formos atendidos até o final de semana, teremos de obstruir a pauta da casa até que as promessas sejam cumpridas”, declarou José Jorge.

Até quando?
Em virtude das constantes rebeliões de menores que vêm ocorrendo na Casa do Adolescente de Rondônia (RR), o Instituto Nacional de Estudos Sócioeconômicos (Inesc) divulgou manifesto intitulado “Até quando?”, criticando o fato de que “em 15 anos de existência, até agora o Estatuto da Criança e do Adolescente não foi implementado, em especial no que se refere à aplicação de medidas sócioeducativas”. As críticas têm como base os frequentes cortes de verbas. “Até quando faltará vontade política para que os orçamentos públicos contemplem as políticas de direitos da criança e do adolescente?”, questiona o manifesto.

Dividir para nada
Ao defender a apuração dos fatos que levaram o país à atual crise pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e por uma única e ampla CPI, o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), enfatizou ontem no Rio que “dividir o caso em várias CPIs tem o objetivo de não apurar nada”.

Virtual
Durante evento promovido no Rio pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), Rigotto pediu ao ex-governador fluminense Anthony Garotinho “um pedacinho da possibilidade de produzir navios no Rio Grande do Sul”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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