Vôo de ida

A sede de operação da Varig será mesmo em São Paulo e o Rio pode perder também o centro corporativo e a área de tecnologia da informação (TI), que em boa parte será terceirizada. A confirmação teria sido feita pelo “chinês” (criado no Brasil durante 20 anos, segundo o próprio) Lap Chan, comandante da Nova Varig, e consta de transcrição de uma fita de vídeo entregue na semana passada ao Governo e à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. A permanência da diretoria no Rio dependeria da escolha dos novos presidentes e diretores. Na fita, que reproduz conversa de Chan com os funcionários, ele fala da volta da VarigLog à disputa pela Varig e os planos para conseguir manter o espaço da companhia aérea nos aeroportos brasileiros – o que levou a Nova Varig a ir ao STJ contra a redistribuição de rotas para outras companhias aéreas, pretensão da Anac, agência que toma conta do setor.

Dupla investigação
As investigações sobre as novas denúncias da turma dos sanguessugas não podem ser interditadas por interesses, convergentes ou não, entre petistas e tucanos. Se existem indícios efetivos que envolvem o Governo FH, as investigações não podem ser obstadas por tentativas de apropriação eleitoral ou financeiras que causem prejuízos eleitorais aos denunciados. Ressalve-se desde já que a culpabilidade ou não deve ser buscada para muito além de fotos de solenidades que reunam autoridades e lobistas, mas em indícios mais significantes e efetivamente comprometedores.
Paralelamente, tentativas de envolver o aparelho de Estado contra adversários eleitorais não podem ser tratadas como banalidades da luta política e devem dar origem a investigações que alcancem, principalmente, a origem do dinheiro destinado a comprar o suposto dossiê dos Vedoin. Registre-se que as duas pontas da investigação não são excludentes. Como o próprio PT afirmou, sábado, em nota “considerar graves as novas acusações relativas ao escândalo dos sanguessugas publicadas pela IstoÉ e que envolvem o governo anterior” e que, “ao contrário dos nossos adversários, não prejulgaremos, mas exigimos a rigorosa e isenta investigação das denúncias, para apurar todas as responsabilidades”, espera-se que essas palavras sejam seguidas de ações concretas do governo ao qual o partido dá sustentação política.
Da parte do tucano, aguarda-se que a gritaria contra o que consideram ações de Estado contra seus candidatos seja acompanhada do desejo de esclarecer toda e qualquer denúncia envolvendo relações com a turma dos sanguessugas, cuja ação na vida pública do país, como sabem até os entregadores de cafezinho do Ministério da Saúde, não começaram ontem nem anteontem.

Teresópolis, Minas
Fundada em 2002, a Cervejaria Teresópolis prepara-se para chegar com força total, nesta semana, à região metropolitana de Belo Horizonte. As cervejas Therezópolis Gold, premium feita com receita dinamarquesa de 1912, além da Lokal e da Black Princess, estarão nos melhores bares e restaurantes da capital mineira. Um centro de distribuição de 100 mil metros quadrados está em fase final de construção em Belo Horizonte. Apenas em marketing serão investidos cerca de R$ 5 milhões. Foram gerados 150 empregos diretos.

Com deficiência, sem carteira
O desemprego atinge em maior proporção a população sem deficiência (7%), do que com deficiência (6,2%), mas apenas 10,4% das pessoas com deficiência possuem carteira assinada. É o que revela estudo feito para a Febraban, com dados do Censo 2000 do IBGE. Pouco mais de 24 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, o que equivale a 14,5% da população nacional. Supondo que cada indivíduo convive diretamente com, no mínimo, mais de duas pessoas, quase um em cada dois brasileiros lidam diariamente com essa realidade. A pesquisa conclui que a lei de cotas para pessoas com necessidades especiais responde por boa parte dos empregos.
Vinte e seis porcento da deficiência motora provêm de acidentes de trânsito; 70% das deficiências auditivas e visuais têm origem em doenças.

Divã petista
Analistas prevêem que, como sempre, o presidente Lula dirá que não sabia de nada sobre o novo imbróglio envolvendo os Vedoin e dossiês sobre tucanos Mas será que, dessa vez, nem o Freud explica?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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