Vôo para o mercado acionário

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Com investimento de US$ 100 milhões, a Delta Airlines comprou uma pequena fatia, aproximadamente 3%, da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, buscando maior sinergia com o mercado latino americano. O negócio permitirá melhor utilização e exploração das marcas em vôos internacionais.
O valor do ágio pago por essa aliança estratégica representa 47% sobre o preço de mercado da ação cotada em bolsa – média de R$ 22 por ação. O valor da ação preferencial, em 6 de dezembro, era de R$ 14,96.
O objetivo dessa aliança é a busca de novas linhas internacionais e a possibilidade de uma disputa maior com a maior concorrente da Gol, a TAM – que anunciou recentemente fusão com a Lan, empresa chilena, que será a maior da América Latina.
A busca por melhores resultados e o aperto financeiro, por conta do aumento dos salários e dos combustíveis, está dificultando uma recuperação dos resultados no curto prazo. Com as medidas das duas companhias brasileiras, há uma possibilidade de remunerar melhor os acionistas em médio ou, até mesmo, longo prazo.
A precariedade do setor aéreo mundial já foi comprovada pelos resultados do segundo e terceiro trimestres deste ano, que foram sofríveis. Essa situação levou a American Airlines a pedir concordata em virtude da falta de recursos para honrar os seus compromissos.
Novas possibilidades abrem-se frente ao mercado aéreo internacional e as empresas brasileiras poderão disputar esse espaço. E nessa fase poderão surgir novas parcerias ou aquisições de empresas que estão em dificuldades financeiras. A briga será boa e se espera que gere frutos aos seus usuários: melhores serviços, segurança e sustentabilidade dos negócios.

Reginaldo Gonçalves
Coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina.

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