Vítimas

A América Latina é “a região mais violenta do mundo, com uma taxa de 24,8 mortes violentas por 100 mil habitantes, enquanto a média mundial é de 9 mortes violentas por 100 mil habitantes”, lamenta o mestre em planejamento urbano e regional pela UFRJ e analista do IBGE Luíz Andrés Ribeiro Paixão, em estudo divulgado pela agência Notisa.

Impacto
A violência traz também consequências microeconômicas. A pesquisa de Luíz Andrés Ribeiro Paixão, realizada em Belo Horizonte, mostra que “a redução de 50% na taxa de homicídios valorizaria em cerca de 16,6% o preço de uma loja na AP Barro Preto, enquanto uma redução na mesma magnitude na taxa de roubos a transeuntes valorizaria em 40,6% a loja na mesma AP”. O autor do estudo “O impacto da violência no preço dos imóveis comerciais de Belo Horizonte” afirma que há “evidências robustas de que a criminalidade é um fator que diminuiu o preço do imóvel comercial”.

Vício de origem
O que mais chama a atenção na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que revogou a exigência do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista é constatar que a maioria do plenário deixou-se embaralhar por antigo sofisma que mistura a defesa da liberdade de imprensa com a liberdade das empresas. A primeira, em caráter absoluto, não existiu, não existe e, provavelmente, não existirá em qualquer lugar em que existam aglomerados humanos com interesses de classe distintos.
Já a segunda, em geral, mostrou-se mais danosa que benéfica para a amplitude de espaço para a primeira. Haja vista que os barões da mídia, decadentes, que hoje enchem a boca para defender a revogação do “lixo autoritário”, são os mesmos que, em editoriais e no noticiário, defendiam o autoritarismo, não apenas em tese, mas, também, nas suas manifestações mais perversas, como a tortura, os desaparecimentos, o fechamento do Congresso, a censura explícita à liberdade de expressão etc.

Ritmo menor
A inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro cresceu 2,1% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio). No acumulado de janeiro/maio, houve um aumento de 2,9% em relação aos cinco primeiros meses de 2008. A boa notícia para o comércio varejista da cidade é que as dívidas quitadas (índice que mostra o número de consumidores que colocaram em dia suas compras atrasadas) aumentaram 0,6%; a má notícia é que as consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito diminuíram 10,7% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Homônimos
O plenário do Senado aprovou, dia 16, o Projeto de Lei da Câmara (PLC 153/08), de autoria do deputado federal Regis de Oliveira (PCS-SP), que obriga cartórios e distribuidores judiciais a publicarem, em todas as certidões, os dados completos do devedor, seja ele pessoa física ou jurídica. Atualmente, esses documentos são publicados com dados incompletos, apenas com o nome do devedor, o que gera prejuízos aos homônimos. O projeto vai a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Xô, cigarro!
Cresce entre os executivos a resistência a contratar fumantes. Segundo a edição deste ano da pesquisa Contratação, Demissão e Carreira dos Executivos Brasileiros, realizada pela Catho Online, 83,2% dos presidentes e dos diretores de empresas têm alguma objeção à contratação de profissionais fumantes. Desse total, 51,3% têm muita restrição, enquanto 31,9% têm pouca objeção. Em 2001, a rejeição era de 50,9%; caiu para 44,1% em 2003, mas retomou o crescimento em 2005 (48,2%) e 2007 (48,4%).

Apagando
Já entre os gerentes e supervisores, a alta rejeição permanece menos oscilante. Em 2001 era de 46,5%; subiu para 47,9%, em 2003, e registrou 47%, em 2005; 46,8%. em 2007 até chegar aos 47,9%, este ano Na mesma proporção que cresce a rejeição, diminui o número de fumantes com o passar dos anos. Atualmente, somente 11,9% dos profissionais mantêm o hábito, contra 19,7% em 1997.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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