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sábado, janeiro 16, 2021

VW quer reduzir excedente de 3,6 mil funcionários, diz sindicato

A Volkswagen adotará medidas para reduzir um excedente de 3,6 mil funcionários na fábrica Anchieta, na região do ABC Paulista, informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Serão implementados programas como o de demissão voluntária, de suspensão temporária de contrato de trabalho (lay-off), além do congelamento de reajustes salariais.
A assessoria de imprensa da Volkswagen confirma que retomou as discussões com o sindicato para que, nas próximas semanas, “sejam construídas alternativas para o novo cenário que se impõe, além de outras medidas de eficiência e organização para a fábrica Anchieta”.
A empresa argumenta que as medidas serão tomadas em razão da retração no mercado automotivo. Está prevista queda de quase 20% na produção de veículos em 2016, na comparação com 2015, e de 40% em relação a 2014, segundo projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Entre os planos a serem adotados estão o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que impõe redução da jornada de trabalho e do salário, mudanças na estrutura de remuneração, de funções, no banco de horas, recálculo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e congelamento do reajuste salarial em 2017, 2018 e 2019.
Devem ser afetados 2,5 mil trabalhadores da produção e 1,1 mil empregados do setor administrativo. Segundo o sindicato, atualmente 400 trabalhadores estão em PPE até 30 de setembro e 610 trabalhadores estão em lay-off desde março. No total, a fábrica tem 10,5 mil trabalhadores.

Central repudia demissões e defende diálogo –  Em nota assinada por seu presidente, Paulo Pereira da Silva, o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), a Força Sindical diz que “repudia veementemente a intenção da Volkswagen de demitir 3,6 mil trabalhadores de seu quadro de funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo, e manifesta sua total solidariedade aos trabalhadores da montadora. O desemprego é um dos males que afetam  de forma contundente a população brasileira. Só poderemos combater este mal com o diálogo entre trabalhadores, empresários e governo. A nós, trabalhadores, o que interessa é um forte crescimento econômico para a geração de novos postos de trabalho. Por isto, estamos de acordo com o programa de renovação de frotas e da redução da taxa de juros. É preciso que encontremos saídas rapidamente, pois, quando  ocorrem demissões nas montadoras, elas se espalham para outras empresas do setor automotivo. E demitir não é, definitivamente, uma solução viável”.

Com informações da Agência Brasil

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