Wall Street reabre e vai para o menor nível

Acredite se Puder / 17:06 - 17 de set de 2001

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Os ataques terroristas da última semana atingiram os mercados acionários norte-americanos. Os principais índices caíram para os menores níveis dos últimos três anos e o Dow Jones, ao registrar perdas de 7%, sofreu a maior queda em pontos da sua história. O Dow Jones caiu mais de 670 pontos por causa de grandes recuos nos papéis tecnológicos como a Boeing e a United Technologies, que ficaram bastante vulneráveis à catástrofe da semana passada. As perdas nas ações das seguradoras fizeram o S&P 500 atingir seu menor nível desde outubro de 1998. Não houve pânico e as vendas foram feitas de forma ordeira e sem grandes transtornos. Na New York Stock Exchange (NYSE) os circuit breakers não foram acionados como se temia. Antes da abertura, o Federal Reserve cortou as taxas de juros pela oitava vez neste ano, aliviando o temor econômico e psicológico que os ataques geraram. E a Securities and Exchange Commission facilitou as regras para as empresas comprarem suas próprias ações. Dresdner Bank cortará 1.300 empregos A diretoria do Dresdner Bank AG estuda o corte adicional de 1.300 empregos até o fim de 2003, a maioria na central do banco, em Frankfurt e os demais em outros locais da Alemanha. O plano do Dresdner Bank, o instrumento financeiro da seguradora Allianz AG, é o corte de 6.500 pessoas de sua grande folha de pagamento de 50.000 funcionários até o fim de 2003, incluindo os 1.500 em suas operações de investimento bancário do Dresdner Kleinwort Wasserstein. Sabena: futuro é questão de meses A Sabena SA corre o risco de entrar em colapso dentro de meses, a menos que a companhia aérea possa tomar alguma medida drástica para cortar custos e lidar com a já prevista queda na demanda por viagens aéreas, segundo informou o presidente do conselho administrativo da empresa, Ferdinand Chaffart. "Da forma como a situação está se desenvolvendo agora, se não chegarmos muito rapidamente com um plano social adequado, a Sabena está em grande perigo e ficou claro que nosso futuro agora, é um futuro de não mais do que meses". E acrescentou, "esta é uma situação de emergência e se não agirmos nas próximas duas semanas, será inútil falar sobre um plano de negócios". A Sabena planejava cortar 1.600 empregos, cerca de 12% do total de funcionários, em um plano que incluía injeção de capital de 430 milhões de euros, ou seja, US$ 396 milhões, para salvar a empresa. Mesmo com a reorganização, a companhia poderia ser empurrada para a falência, depois que os atentados nos Estados Unidos, na semana passada, prejudicaram a confiança nas viagens aéreas em todo o mundo, segundo alguns analistas. Na semana passada, teve prejuízo diário de 1 milhão de euros por dia na semana passada, devido ao cancelamento dos vôos para os Estados Unidos, redirecionamento das rotas e do pagamento de estadias para passageiros e as reservas para esta semana também diminuíram. O governo belga controla 50,5% do capital da Sabena e o Swissair Group possui o restante. BNDES terá linhas para supermercadistas Durante a abertura da 35ª Convenção Nacional de Supermercados, Expo Abras 2001, Sérgio Amaral, ministro do Desenvolvimento, garantiu que não faltarão recursos para pequenas e médias empresas do setor supermercadistas. A declaração foi uma resposta ao presidente da Abras, José Humberto Pires de Araújo, que durante seu discurso, na abertura do evento, pediu mais apoio do BNDES para pequenas e médias empresas do setor. Porém, Francisco Gros, revelou que o banco vai disponibilizar linhas de crédito para que as pequenas e médias empresas do setor comprem equipamentos que reduzam o gasto de energia.

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