Weintraub deixa funcionários do Banco Mundial ‘perturbados’

A nomeação de Abraham Weintraub feita pelo governo brasileiro para ocupar o cargo de diretor-executivo da EDS15 do Banco Mundial – grupo que reúne Brasil, Colômbia, Equador, Filipinas, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago, foi criticada pela associação dos funcionários em carta enviada para a Comissão de Ética da entidade.

No texto compartilhado com todos os colaboradores do órgão, o documento ressalta que “muitos funcionários ficaram profundamente perturbados” com fatos sobre a passagem de Weintraub pelo Ministério da Educação do Brasil e sobre as inúmeras polêmicas em que o então titular da pasta criou.

Entre os pontos citados, estão a “acusação racial que zomba do sotaque chinês, culpando a China pelo novo coronavírus e acusando-os de ‘dominação mundial' e as frequentes falas contrárias à “proteção dos direitos das minorias e a promoção da igualdade racial”. Cita, também, seu último ato, como ministro, de revogação de cotas para afrodescendentes e indígenas em cursos de pós-graduação.

A entidade ressaltou que entende que a escolha pertence ao Brasil, mas que, “dito isto, podemos e devemos garantir que o comportamento e as ações dos nossos membros efetivos modelem o Código de Conduta para Funcionários do Conselho – exigindo os mais altos padrões de integridade e ética em sua conduta pessoal e profissional – e alinhados com nossas políticas operacionais, como na política para os povos indígenas”.

A carta termina pedindo que a Comissão de Ética “reveja os fatos subjacentes às múltiplas alegações, com vistas a suspender a sua indicação até que essas alegações possam ser revisadas”.

 

Racismo

 

Os funcionários também solicitam que o ex-ministro da Educação do Brasil “seja avisado de que o tipo de comportamento pelo qual ele é acusado é totalmente inaceitável nesta instituição”.

O Grupo Banco Mundial acaba de assumir uma posição moral clara para eliminar o racismo em nossa instituição. Isso significa um compromisso de todos os funcionários e membros do Conselho de expor o racismo onde quer que o vejamos. Confiamos que o Comitê de Ética do Conselho compartilhe essa visão e faremos tudo ao seu alcance para aplicá-la”, finaliza o documento. Essa será a primeira vez, que uma indicação para o Banco Mundial seja submetida ao parecer da Comissão de Ética da instituição. A aprovação da indicação do nome indicado pelo Brasil é apenas protocolar, já que o país tem mais de 50% dos votos do grupo.

 

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