XP: Preços de ativos podem sofrer na atual turbulência de mercado

Um dia depois do aumento de 1 ponto percentual da taxa básica de juros, a Selic (agora em 6,25% ao ano), pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a XP Investimentos apresentou nesta quinta-feira um relatório sobre o impacto disso nos Fundos Imobiliários ((FIIs) e em outros investimentos. Os economistas da corretora estimam que a Selic deve aumentar até atingir o patamar de 8,0% a.a. no final deste ano.

“Esse cenário de incertezas não só aumenta o custo de capital como o ‘prêmio de risco’ dos ativos em geral, incluindo os fundos imobiliários. A definição do prêmio de risco seria a relação entre o rendimento de um determinado investimento e seu risco. Em outras palavras, a remuneração ‘exigida1 por parte dos investidores também aumentou com a elevação dos Juros, e os preços dos ativos tendem a sofrer nesse ambiente de turbulência de mercado”, destaca o relatório.

“Na nossa visão, a alta da Selic nesses patamares não altera a visão construtiva dos fundos imobiliários”, destacou o relatório de autoria de Maria Fernanda Violatti, analista de fundos imobiliários e fundos listados; e Ronaldo Candiev, Head de FIIs & FIPs.

O relatório destaca que as incertezas sobre a economia brasileira cresceram com o aumento do risco fiscal e político, além da crise hídrica. A pressão sobre a inflação corrente está se mostrando mais persistente e disseminada.

Para a XP, a demanda por imóveis e acesso a crédito imobiliário também invariavelmente fica mais restrita, o que faz com que os preços dos ativos no mercado imobiliário em geral fiquem mais deprimidos.

Atratividade

Apesar do cenário macro desafiador, os fundos imobiliários continuam uma excelente alternativa para investidores que se interessam pelo mercado imobiliário e que buscam renda e valorização do seu patrimônio, destacou o relatório.

Mesmo com a alta da Selic, os títulos públicos de longo prazo (Tesouro Direto), que são frequentemente usados como referência para comparar a atratividade de um FII, já precificam a escalada nos juros. Com isso, ao compararmos o dividend yield médio do IFIX, que está hoje em aproximadamente 9,0%, com juros reais de longo prazo (NTNB com vencimentos longos, nesse caso NTNB 2035), o prêmio de risco ainda permanece em patamares saudáveis, em aproximadamente 4,3 p.p.

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