Zebra

Zebra
“O sinal de alerta está aceso, pois o ritmo de crescimento da indústria caiu no fim de 2010 e deverá manter-se nesse patamar mais baixo no início de 2011, indica a CNI (Confederação Nacional da Indústria). Cada lote de produtos importados vendido no território nacional significa a geração de empregos em outra nação e a não criação de postos de trabalho em empresas de nosso país. O problema agudo do câmbio e o “custo Brasil” estão despertando o apetite e o instinto predador de nossos concorrentes, como se fôssemos a zebra debilitada da manada em meio à caçada dos leões.” O desabafo é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), João Francisco Salomão.

Presa fácil
Para realçar o significado da indústria para a economia, Salomão lembra que o setor foi o que mais cresceu em 2010, tendo papel  de destaque na recuperação do Brasil após a crise de 2008/2009 e no aumento da oferta de vagas. E acrescenta que, ano passado, o emprego cresceu 17,34% no Acre: “É unânime, no meio industrial, a preocupação com o agravamento dos problemas que afetam a competitividade do setor. O mais agudo, o câmbio sobrevalorizado, soma-se e potencializa os efeitos nocivos da alta carga tributária, juros exorbitantes, dificuldade de crédito e precariedade da infra-estrutura. Tais fragilidades, no inóspito cenário da exacerbada competição do mundo globalizado, tornam nossa manufatura uma presa fácil para os concorrentes internacionais”, adverte Salomão.

Sereia urbana
As mulheres são 60% das pessoas cadastradas nos portais de compras coletivas, modalidade que movimentou R$ 10,7 bilhões em 2010 e deve ultrapassar a marca dos R$ 14 bilhões este ano. Estudo francês conduzido pela WebMediaGroup mostra que as mulheres com menos de 45 anos e que têm filhos estão ditando novos padrões de consumo na Internet. Entre as 552 entrevistadas, 57% das mulheres afirmaram que fazem pelo menos uma compra por mês pela rede e 44% gastam mais de 20% do orçamento familiar em compras online. Já 83% das entrevistadas afirmaram que visitam, no tempo livre, sites especializados em compra, venda e troca de produtos usados.

Repetição de erros
O atendimento online, porém, requer melhorias urgentes, opina Stella Kochen Susskind, presidente da empresa de pesquisa Shopper Experience: “De um lado temos um novo consumidor que realiza compras (online e em lojas); de outro, marcas que levaram para as lojas virtuais os mesmos desmandos e atendimentos impróprios que têm nos estabelecimentos físicos. Essa miopia tem causado sérios transtornos aos Procons do país, que estão repletos de processos e reclamações de consumidores”, critica.

Espeto de pau
A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), através do Movimento Internet Segura (MIS) criou um prêmio de jornalismo com o tema “A integridade e a segurança transnacional na Internet”. A 20 dias do encerramento das inscrições, há concorrentes da televisão, do rádio e da mídia impressa – mas até agora nenhum veículo online inscreveu matérias.

Questão de sorte
Poucas semanas antes do Carnaval, um leitor da coluna teve de ir ao 2º Batalhão da PM (Botafogo), na Zona Sul do Rio, buscar o registro de uma ocorrência. Ao chegar ao local, perguntou  a um policial de plantão onde deveria pegar o documento. Depois de apontar para uma porta, o policial advertiu-o: “Se tiver fechado, já era.”
Ao entrar na sala, novo aviso de outro servidor: “Deu sorte. Eu já estava “ralando”.”
Como eram 15hh30m de uma segunda-feira e o atendimento ao público é devido até às 16h, o contribuinte ficou a sensação de que o conceito de sorte é caudatário da ausência de espírito público de alguns servidores do Estado brasileiro.

Sem registro
Monitorando os acontecimentos no país, por satélite, desde o início do levante contra Muamar Kadafi, o Exército da Rússia desmente que a aviação líbia tenha bombardeado manifestações em Trípoli e Benghazi, como sustentam emissoras Al Jazeera e BBC: “Os bombardeios aéreos alegados nunca ocorreram. Informes do Estado Maior do Exército dão conta de que informações veiculadas pela mídia ocidental não correspondem às fotos tomadas pelos satélites”, afirmou  a comentarista da TV Rússia Irina Galushko, acrescentando que “nem imagens colhidas por câmeras de TV mostram as ocorrências citadas”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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